O pedido foi apresentado depois da sua libertação, na sequência do cumprimento da pena pelos crimes de conspiração para cometer fraude por meios electrónicos e branqueamento de capitais, no âmbito do caso das Dívidas Ocultas, revelado em 2016.
Para já, Manuel Chang continua nos Estados Unidos da América, sob alçada do serviço de imigração e alfândegas (ICE). Depois de cumprir a pena de prisão, foi conduzido ao aeroporto de Boston, de onde deveria seguir para Maputo na sexta-feira, 27 de Março, com escala em Lisboa, a bordo de um voo da TAP.
A viagem acabou por não se concretizar uma vez que o documento de viagem de emergência, emitido pela embaixada de Moçambique em Washington — segundo a RFI — não terá sido aprovado pelas autoridades portuguesas, responsáveis pela escala em Lisboa.
Entretanto, o regresso do antigo governante, que exerceu funções entre 2005 e 2015 e é apontado como um dos principais responsáveis pelo escândalo das Dívidas Ocultas, avaliadas em mais de dois mil milhões de euros, depende agora da decisão do tribunal nova-iorquino.
Recorde-se que Manuel Chang foi detido em 2018 na África do Sul e foi extraditado para os Estados Unidos, onde seria condenado a oito anos e meio de prisão pelos crimes referidos. O caso levou, na altura, vários parceiros de Moçambique, incluindo instituições financeiras internacionais, a suspender o apoio direto ao Orçamento do Estado.
A Semana com RFI

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