sexta-feira, 02 outubro 2026

Preços em Cabo Verde voltam a aumentar em julho e 9,0% num ano - INE

Os preços em Cabo Verde aumentaram 1,2% no mês de julho e acumulam uma subida de 9,0% no espaço de um ano, indicam dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) cabo-verdiano compilados pela Lusa.

De acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC), elaborado pelo INE e divulgado hoje, esta variação mensal em julho fica 0,6 pontos percentuais abaixo da taxa registada em junho.

"A taxa de variação homóloga do IPC total, no mês de julho de 2022, foi de 9,0%, valor superior em 0,8 pontos percentuais ao registado no mês anterior", lê-se no relatório do INE.

No mesmo período, o IPC registou ainda uma variação média dos últimos 12 meses de 6,1%, valor superior em 0,6 pontos percentuais ao verificado em junho.

Cabo Verde fechou 2021 com uma inflação média anual de 1,9%, o valor mais alto desde 2013, já influenciado pelo aumento do preço dos combustíveis no mercado internacional, segundo o Governo cabo-verdiano.

O arquipélago registou uma variação acumulada anual nos preços de 0,6% em 2020, sucedendo a uma taxa de 1,9% no conjunto do ano de 2019, segundo dados anteriores do INE.

O Governo já admitiu no mês passado que a inflação em Cabo Verde poderá chegar aos 8% este ano, a mais elevada dos últimos 25 anos, antevendo efeitos no poder de compra e “impacto muito forte” nas famílias mais vulneráveis.

As previsões foram avançadas pelo secretário de Estado das Finanças, Alcindo Mota, numa apresentação que antecedeu uma comunicação do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que em 20 de junho declarou a situação de emergência social e económica no país devido aos impactos da guerra na Ucrânia.

Os valores previstos pelo Governo são superiores aos do Banco de Cabo Verde (BCV), que para este ano prevê uma taxa média de inflação de 7,3%.

A concretizar-se a taxa de inflação em 2022 de 8%, será o valor mais alto dos últimos 25 anos, só superado pelos 8,7% em 1997, segundo dados do INE.

Cabo Verde não possui capacidade de refinação e importa todos os produtos petrolíferos de que necessita - cerca de 80% da produção de eletricidade é garantida por centrais a gasóleo ou fuelóleo -, bem como 80% dos alimentos, devido à seca que o arquipélago vive há praticamente quatro anos. A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
26 dias atrás 7 horas atrás

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jcf
28 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
30 dias atrás 6 horas atrás

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