Segundo João Lopes da Silva, que falava na cerimónia de ‘socialização’ da plataforma, esta insere-se no caminho que Cabo Verde tem vindo a construir ao longo das últimas décadas, através de iniciativas orientadas para simplificar a vida dos cidadãos e das empresas e para transformar a forma como o Estado presta os seus serviços, tornando-os cada vez mais simples, rápidos e acessíveis.
Por isso, vincou que a plataforma Empresa Online afirma-se como uma ferramenta especializada para os serviços empresariais, reforçando o compromisso do Estado com a modernização administrativa e com a promoção de um ambiente mais favorável ao investimento e à actividade económica.
“A plataforma que hoje apresentamos foi concebida para organizar serviços em torno do ciclo de vida das sociedades comerciais, abrangendo, nomeadamente, os processos de criação, alteração e extinção de empresas. Integra, igualmente, procedimentos associados à localização das actividades económicas, incluindo operações relacionadas com a aquisição ou transmissão de imóveis destinados ao exercício da actividade empresarial”, explicou.
A mesma fonte explicou que a plataforma assenta numa lógica de interoperabilidade entre sistemas públicos, permitindo a integração de diferentes serviços do Estado e proporcionando ao utilizador uma experiência mais simples, fluida e eficiente.
No entanto, acrescentou que a mesma se encontra disponível, nesta fase inicial, “em regime beta”, o que permitirá a sua utilização por um grupo piloto de utilizadores. Esta fase, explicou, constitui uma oportunidade para testar funcionalidades, aperfeiçoar procedimentos e desenvolver progressivamente novas integrações institucionais.
Para o responsável da Prime Consulting, Paulo Martins, empresa que desenvolveu a plataforma, o ‘site’ oferece imensas oportunidades para as empresas, para a Câmara de Comércio do Barlavento e para a cadeia de valor que se desenvolve nesta região, particularmente no sector do mar.
“O que estamos a tentar desta vez é especializar-nos para o empreendedor, para o empresário. A empresa, por intermédio de uma ferramenta digital, passa a relacionar-se com os serviços públicos”, afirmou, esclarecendo que a plataforma dá a possibilidade de conhecer quais os dados que os serviços públicos têm da empresa, como está o registo comercial, o registo fiscal, as contribuições para o INPS, entre outros.
Segundo Paulo Martins, tendo em conta que os serviços principais, como a criação, a alteração e a extinção, já são prestados com muito boa qualidade, o que se pretende agora é permitir, gradualmente, que cada empresa possa relacionar-se com os serviços públicos pela via digital e deixar espaço para a interacção com o sector privado.
“Por exemplo, eu quero usar esses dados para criar uma conta bancária, então enviá-los da plataforma para o banco. Preciso desses dados para um contrato com um fornecedor”, exemplificou, realçando que tudo isso vai maximizar o potencial para melhorar o ambiente de negócios no geral.
A Semana com Inforpress

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