quarta-feira, 30 setembro 2026

Observatório Nacional do Tráfico de Pessoas apela a acção colectiva no combate ao tráfico de pessoas

José Luís Vaz falava durante o acto de encerramento da campanha de sensibilização sobre o tráfico de pessoas, sob o lema “Tráfico de pessoas: Informar para prevenir”, que teve lugar na Escola Secundária Manuel Lopes – Calabaceira, Praia.

A campanha teve como objectivo reforçar a consciencialização dos estudantes, sobre os riscos, sinais e formas de prevenção do tráfico de pessoas, com vista a promover uma cultura de informação, vigilância e responsabilidade colectiva.

Segundo o responsável, o momento não representa apenas o fim de uma campanha, mas sobretudo a reafirmação de um compromisso coletivo na proteção da juventude.

“O compromisso de dar visibilidade a um crime que muitas vezes se esconde no silêncio. E o compromisso de contribuir para uma sociedade mais informada, mais consciente e mais preparada para prevenir o crime de tráfico de pessoas, uma realidade complexa e muitas vezes invisível”, sustentou.

O presidente do Observatório realçou o papel da instituição enquanto estrutura central na prevenção e combate ao fenómeno, com a missão de produzir conhecimento, promover ações preventivas e articular respostas entre diferentes entidades.

Nesse contexto, considerou a campanha nas escolas um exemplo concreto dessa actuação no terreno, sublinhando que a iniciativa levou o tema durante alguns meses a escolas em várias ilhas permitindo o contacto directo com os jovens.

“Vimos jovens atentos, jovens críticos e vimos jovens capazes de identificar riscos, questionar promessas fáceis e compreender que a informação é a primeira forma de prevenção e de protecção” mostrou.

Entretanto, apelou a acção colectiva contra o tráfico de pessoas, afirmando que o crime se combate não só com leis, mas sobretudo com informação, consciência e mobilização social.

“Quando as instituições trabalham juntas, em articulação, quando as comunidades são envolvidas, quando os jovens são chamados a participar, o impacto é real”, afiançou.

Por seu lado, a coordenadora do projeto Sim CV - Promoção de uma Migração Segura e Integrada, Adeliza Santos, alertou para os riscos associados ao tráfico de pessoas, particularmente entre jovens, defendendo que a informação continua a ser a principal forma de prevenção.

“Quando as pessoas estão informadas, conseguem reconhecer riscos, tomar decisões mais conscientes e proteger-se melhor”, afirmou, sublinhando a importância de capacitar os jovens para identificarem situações suspeitas.

A responsável alertou que muitos casos de tráfico de pessoas começam com propostas aparentemente atrativas, que podem esconder situações de exploração, e reforçou o apelo a maior atenção e verificação das informações.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 11 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 4 horas atrás

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joão do rosário
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