quarta-feira, 30 setembro 2026

Hospital Universitário Agostinho Neto enaltece “o grande passo” do país na investigação das doenças do sangue

Trata-se, segundo Evandro Monteiro, do projecto “Integrated Hematopathplogy Dignostics, Monitoring and Immunoprofling in Cabo Verde”. 

Um projecto, continuou, que irá reforçar o laboratório de biologia molecular, com possibilidade de se autofinanciar e de construir um caminho para se ter “informações científicas credíveis”, como se criou com o cancro da mama com informações e publicações de fundo e “de relevância internacional”.

Evandro Monteiro falava à imprensa após a assinatura do contrato de subsídio com a Fundação Calouste Gulbenkian, no valor de 180 mil euros.

Face à possibilidade do arranque do projeto, afirmou que a sustentabilidade financeira para com a investigação em saúde é uma dificuldade existente no país, no Sistema Nacional de Saúde, tendo avançado que o projecto de lei, nesta matéria, está a ser ainda discutido para ser aprovado e implementado.

Explicou que o que se quer com o projecto é investigar as doenças do sangue no laboratório de biologia molecular do hospital, com acompanhamento dos doentes com leucemia, estudando-se também os familiares que poderão ter riscos associados ao desenvolvimento da patologia.

Avançou, por outro lado, que o mais relevante, neste projecto, é criar a mentalidade de se fazer o trabalho investigativo para que a partir daí, se possa criar “valor e valência científica”.

A medicina, lembrou, é uma ciência muito antiga, mas toda a base científica tem que ser suportada e apoiada através da investigação. 

“É nossa obrigação investigar as causas base associada à doença oncológica do sangue, criar melhores respostas para se poder tratar melhor as patologias”, afirmou, reiterando a possibilidade, pela primeira vez, de se ter uma carreira associada à investigação no país.

Segundo Eavndro Monteiro, a intenção é criar uma base investigativa que possa permitir a instituição hospitalar a ter mais informações sobre os casos da oncologia do sangue, das gastrointestinal, no caso do colo-retal, do estômago e da próstata, entre outros casos de cancros.

O administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, António Cruz Serra, por seu lado, realçou tratar-se este de apoio a Cabo Verde na área da educação e da saúde, especialmente.

“Neste momento, temos uma linha de apoio à investigação em Ciências da Saúde e da Vida e é a continuação do projecto, neste caso de investigação na área da oncologia”, observou, alegando ter em expectativa o desenvolvimento das competências científicas, da capacidade instalável em termos de identificação e caracterização das doenças.

O projecto, que culmina em 2027, visa dotar Cabo Verde de melhor saúde, mais conhecimento para o progresso e é feito através de concurso para propostas de projetos de investigação.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 17 horas atrás

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