quarta-feira, 30 setembro 2026

Fogo: Projecto “Zonas Altas do Fogo – caminhos para o futuro” apresentado às autoridades locais e governamentais

O projecto, idealizado pela sociedade civil organizada, está alinhado com a visão quer da Câmara Municipal de São Filipe como do Governo, visa o aproveitamento do elevado potencial agro-ecológico, agrícola, pecuário e turístico das zonas altas da ilha, desde Montinho (Mosteiros) até entrada de Chã das Caldeiras (Santa Catarina do Fogo).

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, regozijou-se com a iniciativa e disse que se trata de um projecto convergente com a estratégia definida para as zonas altas, que passa pelo desencravamento das áreas com grande valor turístico e agrícola.

O edil apelou à disponibilidade do Governo para apoiar a implementação deste projecto, começando pela melhoria das acessibilidades e sublinhou que para tal há o compromisso do Governo em doar uma máquina pesada à Associação dos Municípios do Fogo e Brava para desencravar as zonas altas do Fogo.

Nuías Silva aproveitou o encontro para desafiar o Governo, no quadro da implementação da Zona Económica Especial do Fogo, cujos estudos já foram realizados, apoiar a criação da Agência de Desenvolvimento Regional Fogo/Brava para mobilizar parcerias, atrair investimentos e potenciar a vocação produtiva da região como produtora e abastecedora do mercado nacional.

Anunciou ainda que, com recursos do Fundo do Turismo e em parceria com o Instituto de Gestão do Território, será trabalhada a criação da primeira Zona de Desenvolvimento Turístico Integrado (ZDTI) da ilha, em Salinas, com o objectivo de evitar construções desordenadas que possam comprometer o futuro da localidade.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, considerou o projecto uma iniciativa “interessante” da sociedade civil voltada para o desenvolvimento.

Destacou o paradoxo da ilha do Fogo, que possui uma das redes rodoviárias mais densas do país, mas também um elevado número de zonas encravadas devido à sua orografia.

Segundo o governante, essas zonas têm grande potencial produtivo e recordou que, no passado, as zonas altas produziam em grande escala culturas como o rícino e a purgueira, que eram exportadas.

O titular da pasta da Agricultura destacou o elevado potencial actual das zonas altas para a produção de videira, afirmando que o negócio do vinho poderá quadruplicar com a melhoria das acessibilidades e o aproveitamento do potencial agrícola existente.

O Governo, afirmou o ministro, vê o projecto com bons olhos e manifesta total apoio, sublinhando, contudo, a necessidade de um estudo técnico aprofundado.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 17 horas atrás

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