quarta-feira, 30 setembro 2026

Trump antecipa "boas notícias" da reunião entre EUA, Kyiv e Moscovo

Estamos muito bem com a Ucrânia e a Rússia. Esta é a primeira vez que digo isto. Penso que vamos ter boas notícias", frisou aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca.

Trump, que voltou a vangloriar-se de ter resolvido oito conflitos, insistiu que a guerra na Ucrânia é mais complicada do que pensava: "Pensei que os outros oito seriam mais difíceis do que este", vincou.

Tendo-se tornado a guerra que Trump não conseguiu terminar nas 24 horas que prometeu durante a sua campanha eleitoral, o republicano reconheceu um excesso de confiança em relação ao Presidente russo, Vladimir Putin.

"Pensei que a minha relação com o Presidente Putin nos facilitaria muito as coisas. Mas há um ódio tremendo entre [o presidente ucraniano Volodymyr] Zelensky e Putin, um ódio tremendo. É uma pena, mas demorou mais tempo do que esperávamos", destacou.

Em relação à trégua de uma semana nas linhas da frente, o Presidente atribuiu o mérito a si próprio.

"Liguei ao Presidente Putin e ele concordou. A Ucrânia é um país muito frio. E também estão a passar por uma onda de frio terrível. Perguntei-lhe se podia parar de atacar durante uma semana, sem lançar mísseis contra Kyiv ou qualquer outra cidade, e ele concordou", sublinhou.

Embora Zelensky tenha confirmado a suspensão dos ataques russos à rede elétrica até domingo, alertou já que Moscovo redirecionou os bombardeamentos para alvos logísticos e para as linhas ferroviárias.

A ronda trilateral de negociações terá lugar na quarta e quinta-feira em Abu Dhabi, após a reunião do mês passado, que marcou o primeiro encontro direto entre representantes de Kyiv e Moscovo.

Russos, ucranianos e norte-americanos iniciaram conversações em 23 e 24 de janeiro nos Emirados Árabes Unidos sobre o plano proposto por Washington para pôr fim a quase quatro anos do conflito, desencadeado em fevereiro de 2022 pela invasão russa da Ucrânia.

O acordo de paz tem sido bloqueado pela exigência da parte russa da retirada das forças ucranianas dos territórios no leste da Ucrânia reivindicados por Moscovo, que tem sido repetidamente recusada por Kyiv, que reclama garantias de segurança para evitar uma nova agressão militar.

A Semana com NM/Lusa

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 11 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 17 horas atrás

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