Em declarações à imprensa, o especialista em desenvolvimento afirmou sentir-se "honrado" com a distinção, que considerou um reconhecimento da sua carreira e do esforço em analisar Cabral como um "pensador original" com propostas efectivas para a transformação do continente africano.
"Cabral tinha como principal objectivo a questão da autodeterminação dos povos e sua dignidade", analisou Carlos Lopes, defendendo que é necessário retornar aos princípios universais para dignificar a pessoa humana no contexto actual.
À margem da cerimónia, Carlos Lopes proferiu a conferência "A África e o fim das certezas multilaterais", onde defendeu que o continente africano deve trilhar "um caminho alternativo" e não necessariamente continuar a investir em mecanismos institucionais internacionais que, historicamente, "não lhe serviram".
Por sua vez, o reitor da Uni-CV, José Barreto, justificou a distinção pela "relevância e pensamento crítico" do homenageado na promoção da consciência das sociedades.
O reitor anunciou ainda que esta foi a edição inaugural de um prémio que a universidade pretende manter anualmente para estimular a produção e divulgação de conhecimento sobre o pensamento cabralista.
A Semana com Inforpress

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