quinta-feira, 06 agosto 2026

Jornalistas reunidos para debater integridade da informação e luta contra desinformação

Em representação desta rede africana de iniciativas de tecnologia cívica, jornalismo de dados e verificação de factos, Kelly Lopes, explicou que este workshop tem como objectivo dotar os profissionais de ferramentas técnicas e conhecimentos necessários para fazer face à desinformação, produzir reportagens e elaborar artigos baseados em factos verificados e comprovados.

Durante estes dois dias, explicou que esses profissionais vão ter conhecimentos práticos e ferramentas que lhes permitam identificar os principais intervenientes e redes que alimentam a desinformação e elaborar estratégias para contrariar a sua influência, aplicar metodologias avançadas de verificação de factos para garantir a exatidão e credibilidade das reportagens.

A utilização de ferramentas de inteligência código aberto para acompanhar as tendências e denunciar a desinformação, explorar a inteligência artificial para aprofundar as investigações, reforçar as práticas de reportagens sensíveis aos conflitos para promover a paz e a coesão social, são outros conhecimentos práticos que vão adquirir durante esta formação.

Com isso, elucidou a também representante da CEDEAO em Cabo Verde, vai-se fortalecer a colaboração entre a CEDEAO e os meios de comunicação social com vista a promover a democracia, a boa governação e o desenvolvimento sustentável.

Kelly Lopes considerou que os jornalistas têm um papel importante de informar o público, moldar as narrativas e influenciar os direitos  e os diálogos nacionais nunca foi tão importante como nos dias actuais.

Disse ainda acreditar que juntos se pode construir uma África Ocidental “mais informada, mais resiliente e mais democrática”.

Por seu lado, o conselheiro de Coordenação Regional de Fundo Regional de Estabilização e Desenvolvimento (FRSD), Seco Baldé, sublinhou que a integridade da informação é essencial para a paz, a confiança pública e a coesão social e que o fortalecimento de meios de comunicação e profissionais, independentes e resilientes, “é indispensável para concretizar a visão 2050 da CEDEAO”.

Reafirmou também o valor da parceria entre a CEDEAO e a Alemanha e os profissionais da comunicação e o “reforço das instituições fortes e de sociedades inclusivas” na África Ocidental.

Esta formação, que decorre durante dois dias na cidade Praia, foi promovida pela Code for Africa (CfA), em parceria com a GIZ e a CEDEAO.

Code for Africa é a maior rede africana de iniciativas de tecnologia cívica, jornalismo de dados e verificação de factos. 

Actua em mais de 20 países, capacitando órgãos de comunicação social, organizações da sociedade civil (OSC) e institutos nacionais de estatística (INE) com ferramentas e competências para tornar a informação acionável mais acessível.

 

A Semana com Inforpress

 

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Comentários

jcf
7 dias atrás 18 horas atrás

Meu caro, o teu texto é um belo exercício de contorcionismo: começa a falar de justiça social, passa pela “racionalidad ...

Soares
25 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
29 dias atrás

Boa sorte

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