quarta-feira, 30 setembro 2026

Presidente da UCID considera que PR deixou de fora a situação social dos cabo-verdianos na sua mensagem de Ano Novo

 
 

João Santos Luís reagia, em conferência de imprensa, à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, José Maria Neves.

Segundo o líder da UCID, o PR afirmou que Cabo Verde encerra um ciclo histórico de meio século de liberdade, democracia e estabilidade.

Um facto que João Santos Luís considerou “inegável”, tendo em conta que “o país construiu uma democracia respeitada e um Estado de direito funcional”.

No entanto, observou que “a democracia não rima com pobreza extrema, nem com desigualdades sociais persistentes”, lembrando que “mais de 100 mil cidadãos cabo-verdianos vivem em situação de pobreza absoluta, muitos jovens continuam sem perspectivas e muitas famílias lutam diariamente para garantir o básico”.

“Celebrar a democracia é importante, mas é igualmente essencial reconhecer que há cidadãos que ainda não sentem os seus benefícios no dia-a-dia. Combater a pobreza e as desigualdades sociais deveria ocupar um lugar central no discurso nacional e na acção política”, afirmou.

Para João Santos Luís, o país poderia estar numa situação melhor se, ao longo do tempo, as prioridades tivessem sido mais bem definidas e se o combate às desigualdades sociais tivesse sido mais sério, mais estruturado e mais consequente.

O presidente da UCID manifestou ainda preocupação com “ a intensa circulação” do Presidente da República, de ilha em ilha, no ano de 2025.

Conforme explicou João Santos Luís, essas viagens, muitas vezes, têm características que “levantam dúvidas legítimas sobre a separação entre o exercício das funções presidenciais e a preparação de uma eventual campanha de reeleição, com recurso ao erário público”.

Pelo que considerou que a defesa da democracia passa também pelo respeito escrupuloso pelas instituições e pelo uso responsável dos recursos do Estado.

O líder da UCID lembrou igualmente que o PR, ao fazer uso das suas competências no que diz respeito ao indulto em 2025, “esqueceu-se do preso político Amadeu Oliveira”, que se encontra há quase cinco anos na Cadeia Central de São Vicente.

“O PR sabe perfeitamente as condições em que Amadeu Oliveira está preso e, ainda em 2025, não levantou uma palha para que esta situação se revertesse”, criticou.

Para a mesma fonte Amadeu Oliveira “só está preso porque criticou duramente o sistema judicial em Cabo Verde” e que, no país, “nunca nenhum cidadão cometeu crime contra o Estado de direito democrático”.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 17 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

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