De acordo com os dados das Contas Nacionais Trimestrais, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), do lado da oferta, o Valor Acrescentado Bruto (VAB), a preços de base, cresceu 6,4%, mais 0,6 pontos percentuais do que no segundo trimestre, com destaque para as atividades da indústria transformadora, construção, transportes e administração pública.
Os impostos líquidos de subsídios sobre os produtos registaram uma variação positiva de 11,8%.
No detalhe sectorial, o VAB da agricultura diminuiu 15,5%, contribuindo negativamente em 0,6 pontos percentuais para o crescimento do PIB.
Em sentido contrário, a indústria transformadora aumentou 15,2%, com um contributo positivo de 0,8 pontos percentuais, enquanto a construção cresceu 17,2%, contribuindo em 0,6 pontos percentuais.
O comércio apresentou uma ligeira variação positiva de 0,1%, após uma contração no trimestre anterior. Já os ramos dos transportes e armazenagem e do alojamento e restauração registaram crescimentos de 12,6% e 0,5%, respetivamente, contribuindo em 1,3 e 0,04 pontos percentuais para a variação total do PIB.
Pela óptica da despesa, o consumo final aumentou 4,3% no terceiro trimestre de 2025, refletindo o crescimento do consumo privado, que subiu 3,0%, e do consumo público, que registou uma variação positiva de 8,7%.
O investimento destacou-se com um aumento expressivo de 53,7%, em volume, face a 12,3% no trimestre anterior.
As exportações de bens e serviços diminuíram 3,8% em termos homólogos, com quedas tanto nas exportações de bens (-5,3%) como de serviços (-3,0%). Em contrapartida, as importações aumentaram 9,2%, refletindo o crescimento das importações de bens (9,2%) e de serviços (9,0%).
No acumulado dos três primeiros trimestres de 2025, o crescimento económico ficou a dever-se, sobretudo, às atividades da agricultura, indústrias extrativas, construção, transportes e armazenagem, alojamento e restauração, serviços às empresas e aos impostos líquidos de subsídios sobre os produtos.
A Semana com Inforpress

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