O primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, falando ao Parlamento sobre a crise na Guiné-Bissau, declarou: "Não vou me estender sobre a situação da Guiné-Bissau. O ocorrido é competência do Presidente da República. O Governo já emitiu um comunicado a respeito. Não obstante, todos somos livres para opinar".
"O que aconteceu na Guiné-Bissau, como todos sabemos, é um complô (...). O processo eleitoral deve ser completado e a comissão deve anunciar o vencedor", acrescentou.
Em comunicado emitido na noite de quinta-feira 28, o Ministério da Integração Africana e dos Assuntos Estrangeiros do Senegal afirmou que, após uma série de negociações com "todas as partes interessadas na Guiné-Bissau", o Executivo "fretou um avião para viajar a Bissau", a capital.
"Isso permitiu que o Presidente Umaro Sissoco Embaló chegasse são e salvo ao Senegal", destacou a nota oficial.
Os militares que tomaram o poder na Guiné-Bissau anunciaram nesta quinta-feira 28, que o até então chefe do Estado-Maior de Embaló será o novo líder do Governo de Transição, consolidando assim o golpe apesar das firmes condenações de organizações internacionais, como a UA ou a CEDEAO, e países africanos como África do Sul e Nigéria.
A Semana com DW

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