quarta-feira, 17 junho 2026

A ATUALIDADE

Direção Nacional de saúde chama atenção para acesso à saúde mental em catástrofes e emergências e o impacto sobre o bem-estar psicológico

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A representante da Direcção Nacional da Saúde (DNS) chamou atenção  esta sexta-feira para o acesso à saúde mental em catástrofes e emergências, focando na dimensão invisível das crises e o impacto que este tem sobre o bem-estar psicológico das pessoas.

Yorleidis Rosabal Peres, que falava na mesa redonda realizada na Polícia Nacional sob o tema “Acesso a serviços: Saúde mental em catástrofes e emergências”, sublinhou ainda que as catástrofes naturais, as crises humanitárias e as situações de emergência, sejam elas de origem sanitária, climática ou social, sempre deixam “marcas profundas”.

Focando no tema, lembrou que o país viveu experiência de situações de crises e catástrofes com a erupção vulcânica na ilha do Fogo, a Covid e, recentemente, a tempestade Erin em São Vicente, considerando que são circunstâncias que levam a um sofrimento profundo, que pode ser manifestado de diversas formas, mas que exige uma resposta rápida, integrada, e sobretudo, humanizada.

“Por isso, garantir o acesso ao serviço de saúde mental neste contexto é uma necessidade urgente. Um direito humano e precisamos chegar às pessoas no momento certo e fazer funcionar as redes de apoio, sejam elas institucionais e comunitárias, contribuindo para a recuperação individual e colectiva”, acrescentou, frisando que cuidar da saúde mental em tempos de crise é cuidar da resiliência de um povo.

Por sua vez, o representante do conselho directivo do Instituto Nacional de Saúde Pública, Pedro Rocha, ao falar do tema, realçou que se está a trabalhar para a concretização de um estudo que possa espelhar dados sobre a saúde mental no país.

“Existe um conjunto de actividades, como o estudo de burnout a tentar entender o fenómeno da burnout nos profissionais da saúde, que podem dar pistas importantes relativamente à saúde mental dos que cuidam”, explicou.

Neste âmbito, salientou que a integração de cuidado e saúde mental nas situações de emergência deve ser assegurada, fazer parte do processo de planificação, fazer parte da equipa de resposta rápida, estando o técnico bem capacitado para assegurar o acolhimento e as respostas.

Finalizou, assegurando que esta mesa redonda será mais do que um debate, mas um catalisador de ideias, um espaço de construção de sinergias e um compromisso renovado com a saúde mental dos que servem e dos que são servidos.

A mesma redonda debateu temas como “Saúde Mental em Catástrofes e Emergências: Prioridade Nacional”, “Estratégias e desafios para garantir o acesso a serviços de saúde mental em situações de emergência e catástrofe”, “Quem cuida de quem cuida?”: Saúde mental dos profissionais durante e após emergências e calamidades, entre outros.

A Semana com Inforpress

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