sexta-feira, 02 outubro 2026

CNE apresenta projecto para incentivar participação juvenil no processo eleitoral

“Consideramos que é uma iniciativa que representa um verdadeiro voto de confiança na juventude cabo-verdiana e também um firme compromisso com o fortalecimento da nossa democracia”, precisou Maria do Rosário Gonçalves, após a apresentação pública do projecto.

Segundo explicou, o objectivo principal é que os jovens deixem de ser apenas espectadores para se tornarem protagonistas, desenvolvendo uma consciência cívica e democrática sólida.

Aquela responsável destacou que a inclusão de estudantes do 9.º ao 12.º ano no exercício de processos eleitorais permitirá consolidar valores como cidadania activa, ética e responsabilidade pública.

"Este projecto nasce da convicção de que a democracia não se herda, ela se constrói, se vive e se renova com a participação activa dos cidadãos, especialmente dos jovens. É tempo da juventude deixar de ver a política como um espaço distante e passar a encará-la como um instrumento legítimo de transformação social e de serviço público", sublinhou.

Nesta primeira edição, explicou que serão realizadas eleições gerais dos órgãos municipais juvenis, permitindo assim aos jovens a oportunidade de vivenciar um processo eleitoral autêntico e real, compreender as regras da transparência e fortalecer a liderança e o espírito democrático.

O projecto resulta de uma articulação institucional, envolvendo a Direcção Nacional de Educação (DNE) e a Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, (ANMCV) que culminou com a assinatura de protocolos bilaterais.

Na ocasião, o director nacional de Educação, Adriano Moreno, afirmou ser uma grande satisfação integrar o projecto pela nobreza dos seus objectivos e pela consonância com as prioridades do Ministério da Educação, que este ano dedicou a Semana Cívica à cidadania democrática.

Segundo aquele responsável, trata-se de uma oportunidade para formar jovens conscientes, críticos e responsáveis, capazes de assumir o seu papel enquanto cidadãos.

“Nós esperamos que com este projecto os professores possam ser também eles formados para poderem exercer o seu papel com isenção e com responsabilidade, porque também têm suas preferências políticas ou partidárias e é necessário termos toda a cautela na sua formação para que os jovens sejam também eles formados de forma consciente”, referiu.

Por sua vez, o presidente da ANMCV, Fábio Vieira, classificou o projecto como “visionário” e crucial para o fortalecimento da democracia.

Sublinhou que não se trata apenas da formalização de um protocolo, mas da “sementeira de um futuro mais consciente, participativo e democrático” para o país.

No seu entender, não é possível alcançar um desenvolvimento sustentável sem o envolvimento activo dos jovens e das gerações futuras.

“Queremos consciencializa-los de que a participação política não é uma mera obrigação, mas a mais poderosa forma de exercer uma cidadania activa e moldar o destino das suas ilhas e do seu país”, explicou.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
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