sexta-feira, 02 outubro 2026

Cerca de 30 jovens da capital iniciam curso de Manobradores no âmbito do projecto “Ami ê di Paz, y bô?”

Segundo adiantou a ministra da Justiça, Joana Rosa, a iniciativa de formação profissional para jovens dos bairros está inserida no âmbito do Projecto “Ami ê diPaz, y bô?” e visa promover inclusão social, prevenir a criminalidade, reduzir a violência e criar oportunidades de emprego e autoemprego.

A governante, que falava na abertura do curso para manobradores, realizado em parceria com a “Associação Projecto Nôs Sperança”, explicou que a açcão responde à carência de mão de obra nessa área e procura dar alternativas a jovens que se encontram em situações de vulnerabilidade, sem ocupação ou em contextos de violência.

“A associação identificou esta falha, esta deficiência ou falta de mão de obra nesta e são muitos jovens que precisam de emprego, mas também de capacitação”, apontou.

O objetivo, segundo a ministra, é incluir esses jovens, dar-lhes formação profissional e permitir que possam construir o seu futuro, com acesso ao emprego ou criando o seu próprio negócio.

Na ocasião, adiantou que o projecto “Ami ê di Paz y bo?” já capacitou 37 jovens na sua primeira fase, tem contribuído para a inserção no mercado de trabalho e para o autoemprego.

Acrescentou ainda que a iniciativa é acompanhada por um trabalho psicossocial, para preparar os formandos e evitar o abandono da formação. 

Com o apoio do PNUD, o projecto tem sido implementado em bairros considerados mais problemáticos da capital, promovendo não só oportunidades de capacitação profissional, mas também a redução da pobreza e das desigualdades sociais.

Segundo Joana Rosa, o Ministério da Justiça pretende continuar a expandir e acompanhar este programa, considerando que a prevenção é a melhor estratégia para enfrentar a criminalidade e construir comunidades mais seguras e resilientes.

Por seu turno, o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), David Matern, felicitou o Ministério da Justiça pela implementação do projecto “Ami ê di Paz y bô?”, sublinhando que a iniciativa tem sido fundamental para oferecer oportunidades de dignidade e emprego a jovens de bairros desfavorecidos.

Segundo destacou, a falta de emprego constitui um dos maiores desafios para a juventude cabo-verdiana, sobretudo nos bairros mais vulneráveis, pelo que o programa tem tido um papel essencial para a promoção da inclusão social e reduzir desigualdades.

“Estamos a apoiar este programa e vamos continuar a apoiar com mais formações ainda este ano”, afirmou David Matern, que assegurou que o projecto tem tido bons resultados.

O representante recordou ainda que o PNUD tem em curso um programa de desenvolvimento local que abrange todos os 22 municípios do país, com o objectivo de apoiar cada comunidade na busca de soluções para os seus desafios concretos.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
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