“Crueldade abjeta, desumanidade sem limites: é isto que o Hamas representa”, escreveu o chefe de Estado francês na rede X, referindo-se às “imagens insuportáveis” agora divulgadas de Rom Braslavski e Evyatar David — ambos em estado de grande debilidade física.
Macron reiterou que “a prioridade absoluta para França é a libertação imediata de todos os reféns”, sublinhando ainda que o país está comprometido em “trabalhar sem descanso” para o “restabelecimento, sem demora, de um cessar-fogo” e para permitir “a entrega massiva de ajuda humanitária, ainda bloqueada às portas de Gaza”.
O Presidente francês — que reafirmou recentemente a intenção de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina em setembro — deixou claro, no entanto, que o futuro político da Faixa de Gaza não poderá passar pelo Hamas.
“É necessário garantir a desmilitarização total do Hamas, a sua exclusão completa de qualquer forma de governação e o reconhecimento de Israel pelo Estado da Palestina”, declarou.
A condenação das imagens chegou também de outras capitais. A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, classificou os vídeos como mais uma expressão da “barbárie” do Hamas, exigindo o desarmamento do movimento e a libertação dos reféns ainda em cativeiro.
Do lado ucraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Andriy Sybiga, juntou-se ao coro de condenações. “O tratamento desumano dado pelo Hamas aos reféns israelitas merece uma condenação veemente”, afirmou, sublinhando que “o povo de Gaza não deve continuar a sofrer por causa dos crimes hediondos do Hamas”. Sybiga concluiu: “O grupo deve depor as armas e libertar de imediato todos os reféns.”
A Semana com CNN Portugal

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