sexta-feira, 02 outubro 2026

Documento-base para trégua inclui cessar-fogo de 60 dias, ajuda humanitária e reféns

O documento, a que a agência espanhola Efe teve acesso, servirá de base para as negociações entre Israel e o movimento islamita Hamas, que terão lugar hoje em Doha, Qatar, onde se estão as delegações de ambas as partes para uma nova ronda de conversações indiretas.

O texto refere que durante os 60 dias de cessar-fogo, os Estados Unidos garantirão o compromisso de Israel com a trégua, bem como a suspensão diária dos voos militares durante 10 a 12 horas.

Durante este período, deverão ser libertados 10 reféns vivos e 18 israelitas: oito vivos no primeiro dia, cinco mortos no sétimo dia; cinco mortos no 30.º dia, um refém vivo no 50,º dia e oito mortos no 60.º dia, o último da trégua.

Em troca, Israel libertará um número ainda indeterminado de prisioneiros palestinianos detidos em prisões israelitas, mas o documento exige também que o Hamas forneça uma “prova de vida” dos reféns restantes antes do décimo dia.

Por outro lado, o texto prevê a autorização israelita para a entrada de ajuda humanitária “urgente”, bem como de materiais de construção destinados a reparar infraestruturas vitais como abastecimento de água, eletricidade ou centros de saúde.

A ajuda será distribuída pelas Nações Unidas e pelo Crescente Vermelho da Palestina.

Está igualmente prevista a retirada gradual das tropas israelitas do norte e sul da Faixa de Gaza para “locais específicos” ainda por determinar, bem como o cronograma para essa retirada e para a libertação dos prisioneiros palestinianos.

Nesta fase, terão início negociações para alcançar uma trégua permanente e acordos de segurança “a longo prazo” dentro da Faixa de Gaza, sendo os mediadores – Egito, Qatar e Estados Unidos – os responsáveis por garantir a implementação do acordo.

De acordo com o documento, será o presidente norte-americano, Donald Trump, quem supervisionará pessoalmente a aplicação do acordo, enquanto o enviado dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, liderará as negociações no terreno.

Caso as negociações fracassem no prazo de 60 dias, o cessar-fogo temporário poderá ser prorrogado.

Uma trégua de 60 dias constitui o princípio central da proposta apresentada há meses por Steve Witkoff, que Israel apoia desde o início, mas que o Hamas rejeitou anteriormente por não prever a retirada israelita do território nem o fim da ofensiva.

Desde o início da guerra, mais de 57.300 palestinianos morreram na Faixa de Gaza e mais de 132.000 ficaram feridos em ataques israelitas, segundo os dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas em Gaza.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 21 horas atrás

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27 dias atrás 13 horas atrás

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joão do rosário
29 dias atrás 19 horas atrás

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