sexta-feira, 02 outubro 2026

Maio: Administrador da Águas e Energia do Maio diz deixar empresa com “ganhos e boa reputação” após dois anos de mandato

Em conferência de imprensa para fazer o balanço da sua gestão, Vital Tavares destacou que a empresa que agora deixa é diferente daquela que encontrou em 2023, quando estava ainda em fase de instalação, “desorganizada, com fraco rendimento e em risco de colapso”.

“Nesses dois anos, o abastecimento de água na ilha tornou-se mais seguro, mais qualitativo e mais rentável. Houve ganhos em todos os sectores, não só a nível da sustentabilidade da empresa e do abastecimento de água, mas também na melhoria das condições de trabalho dos colaboradores”, afirmou.

Segundo aquele administrador, a aposta na redução de perdas foi essencial, permitindo à empresa aumentar as receitas, reduzir despesas e conceder “algum desconto” aos clientes com menores capacidades financeiras.

Vital Tavares destacou ainda a aquisição de equipamentos de limpa-fossas para saneamento, a aquisição de novas viaturas e a redução de perdas como pontos essenciais do seu mandato. Além disso, apontou projectos em fase de implementação, como a segunda fase da redução de perdas, a operacionalização da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) da Calheta, a implementação do plano de controlo de qualidade e o projecto “Uma família, um reservatório”, previsto para breve.

O administrador da AEM garantiu que deixa uma empresa com questões laborais resolvidas, melhores equipamentos, maior capacitação técnica e melhores condições de trabalho.

“Nesse aspecto, conseguimos melhorar os salários dos trabalhadores, proporcionar melhores condições laborais e implementar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Neste momento, os trabalhadores já têm progressão com retroativos a 2024”, sublinhou.

Por estas razões, considera que a AEM é hoje uma empresa com “boa reputação” a nível nacional e internacional, com uma imagem positiva junto dos clientes e colaboradores, pautando-se “pelo rigor e transparência na gestão da coisa pública”.

No entanto, deixou algumas recomendações, nomeadamente a necessidade de reduzir a tarifa de água, que actualmente é 30% superior à média nacional. Defende que o Governo deve investir na redução desse custo e garantir maior segurança no acesso à água, para evitar colapso e stress hídrico na ilha.

O mandato de Vital Tavares estava previsto para terminar em Fevereiro de 2026, mas, com a eleição do novo presidente da Câmara Municipal do Maio, foi antecipado para este ano, uma vez que a administração da AEM, segundo explicou, está condicionada pelo ciclo político.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

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