sábado, 03 outubro 2026

Forças ucranianas afirmam ter atingido fábrica de explosivos e armas a leste de Moscovo

Drones operados pelo Serviço de Segurança Ucraniano (SSU), pelas Forças de Operações Especiais (SOF) e pelos Serviços de Inteligência da Defesa (DIU) atacaram a fábrica Sverdlov, na cidade de Dzerzhinsk, segundo a agência de notícias Ukrinform e o diário Ukrainska Pravda, citando fontes dos serviços especiais.

O ataque aconteceu no sábado à noite, quando, segundo o Ministério da Defesa russo, a Ucrânia lançou mais de 100 drones contra sete regiões russas.

A fábrica faz parte da indústria de defesa russa e está sujeita a sanções da UE e dos EUA.

Aquela unidade produz explosivos, munições para aviação e artilharia, bombas para aviação, incluindo bombas aéreas guiadas, ogivas para mísseis guiados antitanque e ogivas para sistemas de mísseis de defesa antiaérea para as Forças Armadas russas, segundo o Ukrainska Pravda.

A fábrica está situada a 900 quilómetros da fronteira com a Ucrânia.

Por seu lado, as autoridades russas confirmaram que os drones tinham atingido a área, mas disseram que o ataque tinha sido frustrado.

“Os equipamentos de defesa aérea e de guerra eletrónica repeliram um ataque de drones no território da zona industrial de Dzerzhinsk”, declarou Gleb Nikitin, governador da região de Nizhny Novgorod, no Telegram.

“Quatro empregados do quartel dos bombeiros, situado na zona industrial, ficaram ligeiramente feridos devido aos estilhaços dos escombros que caíram”, acrescentou.

Imagens publicadas nas redes sociais russas mostram uma forte explosão na zona e pequenos drones abatidos pelos sistemas de defesa aérea. A AFP não conseguiu confirmar a veracidade das imagens.

Kiev não especificou os eventuais danos causados pelo ataque à capacidade de produção da fábrica.

Anteriormente, o Ministério da Defesa russo afirmara ter abatido 110 drones ucranianos durante a noite sobre várias regiões, incluindo um sobre Moscovo.

As forças ucranianas lançam regularmente ataques com drones dentro do território russo, procurando atingir instalações energéticas e militares que Kiev diz serem vitais para abastecer o exército invasor de Moscovo.

 

A Semana com Lusa

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Comentários

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