terça-feira, 06 outubro 2026

Política de habitação deve garantir condições de segurança, estabilidade e dignidade às famílias - ministro

O ministro das Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território, Carlos Tavares, afirmou esta segunda-feira que uma política de habitação não pode limitar-se à construção de casas, mas deve garantir às famílias condições de segurança, estabilidade e dignidade.

 

“Uma casa pode ser feita de paredes e de um tecto. Mas uma habitação digna não é apenas construir casas. Uma habitação digna é feita sobretudo da possibilidade de uma família viver com segurança, estabilidade e dignidade”, afirmou o governante, na abertura do Fórum Nacional da Habitação 2026 que decorre na cidade da Praia.

Para o ministro, o direito à habitação, reconhecido pela Constituição, deve traduzir-se em condições concretas de vida para as famílias.

Considerou, neste sentido, que as respostas habitacionais devem ter em conta a realidade de cada família, com soluções que passam pela aquisição de casa, arrendamento acessível e social, apoio aos jovens e intervenção direta do Estado junto das famílias em situação de maior fragilidade económica e social.

Na sua intervenção, Carlos Tavares ressaltou também a importância da reabilitação das habitações existentes, sobretudo nos casos em que as famílias já dispõem de uma casa, mas sem condições adequadas de habitabilidade. 

Segundo avançou, a abordagem integra o programa do Governo Casa para Todos-Nova Geração que prevê soluções de realojamento, habitação acessível, apoio aos jovens, arrendamento e reabilitação. 

Na sua perspectiva, a política habitacional deve responder ainda às diferenças existentes entre os municípios e as ilhas, tendo em conta a disponibilidade de terrenos, a pressão sobre o mercado e as características urbanas de cada localidade.

Por seu lado, a representante da ONU-Habitat em Cabo Verde, Francisca Santos, reforçou que hoje uma habitação adequada vai muito além da existência de uma casa, devendo garantir condições de segurança, saúde, acessibilidade, acesso a serviços e emprego, além de segurança da posse e custos compatíveis com os rendimentos das famílias.

Conforme sublinhou, o mundo atravessa uma crise global de habitação, com cerca de 3,4 mil milhões de pessoas sem acesso a uma habitação adequada, o equivalente a cerca de 40% da população mundial. 

Entre os principais fatores associados à crise, apontou os elevados custos da habitação, as deslocações forçadas provocadas por conflitos e desastres, a expansão dos assentamentos informais, as deficientes condições de habitabilidade e qualidade urbana, o êxodo rural e os riscos associados às alterações climáticas.

O Fórum Nacional da Habitação 2026 decorre hoje e terça-feira, 06, na cidade da Praia, sob o lema “Habitação adequada para todos - dignidade e direitos humanos”, com a participação de representantes do Estado, municípios, sector privado, parceiros de desenvolvimento e outros intervenientes do setor.

Promovido pelo Ministério das Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território através da Direcção-geral da Habitação, o evento enquadra-se nas comemorações do Dia Mundial do Habitat, assinalado hoje.

Pretende colocar no centro do debate a importância do acesso à habitação adequada enquanto dimensão fundamental da dignidade e dos direitos humanos.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
29 dias atrás 23 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
2 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport