terça-feira, 29 setembro 2026

Terceira força quer impugnação de resultados das eleições em Moçambique

"Instruímos a nossa comissão para começar com todo um processo jurídico (...), vamos apresentar as devidas queixas, incluindo a impugnação eleitoral", declarou Lutero Simango, presidente do MDM, numa conferência de imprensa em Maputo.

 Segundo o MDM, terceira força com assento parlamentar em Moçambique, as eleições gerais de quarta-feira foram marcadas por "muitas irregularidades e manipulação", destacando uma suposta detenção ilegal de um membro daquele partido numa das mesas de votação em Ribaué, na província de Nampula, no norte do país.

"Ele está detido desde o dia 09 de outubro, por ordens do diretor distrital do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral [STAE]. Não há qualquer processo contra ele", acrescentou.

Lutero Simango referiu ainda que a contagem paralela do partido revela que aquela força política vai permanecer no parlamento, prometendo que logo após a conclusão da contagem, que está agora em 80%, vai anunciar os resultados.

"Nós temos as atas e os editais e, internamente, vamos continuar com a nossa contagem paralela", frisou o político moçambicano.

No atual parlamento moçambicano, o MDM, que também governa a terceira maior autarquia do país (cidade da Beira), tem seis dos 250 assentos, a  Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder) detém uma maioria qualificada, com  184, seguida pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, principal partido da oposição), com 60 deputados.

As eleições gerais de quarta-feira incluíram as sétimas presidenciais - às quais já não concorreu o atual chefe de Estado, Filipe Nyusi, que atingiu o limite constitucional de dois mandatos - em simultâneo com as sétimas legislativas e quartas para assembleias e governadores provinciais.

De acordo com a legislação eleitoral, até ao final do dia de hoje deve estar concluído o apuramento dos resultados provinciais, tendo o apuramento ao nível dos 154 distritos do país sido concluído no fim de semana.

A publicação dos resultados da eleição presidencial pela Comissão Nacional de Eleições, caso não haja segunda volta, demora até 15 dias (contados após o fecho das urnas), antes de seguirem para validação do Conselho Constitucional, que não tem prazos para proclamar os resultados oficiais após analisar eventuais recursos.

A votação incluiu legislativas (250 deputados) e para assembleias provinciais e respetivos governadores de província, neste caso com 794 mandatos a distribuir.

A CNE aprovou listas de 35 partidos políticos candidatas à Assembleia da República e 14 partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores às assembleias provinciais.

A Semana com Lusa

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
  Filomena foi uma jornalista de gabarito, dotada de um...
José Rodrigues
José Rodrigues
07 Sep. 2026
Cabo Verde na Vanguarda da Nova Economia:...
A indicação do líder da operadora concessionária deve basear-se...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
A cultura do ódio trazida para a vida pública...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...
Relevar dignidade deste país é fazer com que o...
Tony Miranda
Tony Miranda
21 Aug. 2026
A Inflação do Prestígio: Como a Obsessão...
Esta inflação sistémica de títulos está longe de ser...
Péricles Tavares
Péricles Tavares
03 Aug. 2026
Editorial Analítico — A Década de Conflito...
A política cabo-verdiana viveu, nos últimos dez anos, uma...

Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 8 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
27 dias atrás 6 horas atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...