O Presidente cabo-verdiano defendeu a regulamentação do voluntariado nacional e a criação de incentivos para os voluntários, incluindo benefícios no acesso à função pública, progressão na carreira e atribuição de bolsas de estudo.
"Na área da saúde, da educação, das catástrofes, das tempestades e em outros casos significativos, a Cruz Vermelha tem estado sempre presente e tem havido uma forte adesão de jovens, de voluntários, num grande empenhamento cívico para garantir mais solidariedade, mais crescimento das diferentes comunidades", afirmou.
"É importante que o Estado regule o voluntariado nacional, criando as bases para estimular, incentivar e premiar aqueles que participam. Por exemplo, no ingresso na administração pública, no desenvolvimento da carreira, no acesso a bolsas de estudo, jovens que se destacam pelo seu forte empenhamento cívico", afirmou, segundo Nm que cita Lusa, José Maria Neves, na segunda-feira.
O chefe de Estado falava à margem da cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos superiores da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV).
José Maria Neves considerou ainda necessário reforçar o envolvimento cívico da população em diferentes causas, em particular as relacionadas com a democracia, as liberdades e a dignidade da pessoa humana.
O Presidente destacou o percurso da instituição nos seus 50 anos de existência, considerando que se consolidou como um parceiro indispensável do Estado e das comunidades.
"Na área da saúde, da educação, das catástrofes, das tempestades e em outros casos significativos, a Cruz Vermelha tem estado sempre presente e tem havido uma forte adesão de jovens, de voluntários, num grande empenhamento cívico para garantir mais solidariedade, mais crescimento das diferentes comunidades", afirmou.
Segundo a mesma fonte, na cerimónia, o chefe de Estado deu posse a Arlindo de Carvalho, reeleito presidente da CVCV para um mandato de quatro anos, ao vice-presidente e aos membros do Conselho Superior.
Na ocasião, Arlindo de Carvalho apresentou os eixos prioritários para o novo mandato.
"Todos esses eixos cruzam-se de uma forma muito particular, porque têm no centro as comunidades e as pessoas e têm por base o contexto atual. Temos áreas prioritárias como a saúde e bem-estar, a boa governação, o reforço das capacidades institucionais e, sobretudo, a sustentabilidade financeira e institucional", disse.
Em julho, a ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, afirmou, durante o lançamento do programa de voluntariado da Fundação Donana de Cabo Verde, que o Governo pondera rever a Lei do Voluntariado, em vigor há 16 anos.
Segundo a governante, o objetivo é analisar o diploma com os parceiros e adaptar a regulamentação às novas dinâmicas sociais.
A ministra pretende ainda recuperar a proposta de criação de um passaporte do voluntariado, destinado ao registo da participação dos voluntários, à valorização desse percurso no currículo e à atribuição de benefícios, incluindo o acesso privilegiado a bens e serviços.
A presidente da Fundação Donana de Cabo Verde, Ana Hopffer Almada, que lançou o programa de voluntariado da instituição, afirmou que o objetivo é alargar a rede de participantes.
"Resolvemos oficializar este programa, criar o cartão do voluntário e uma base de dados, como forma de lhes dar maior visibilidade, porque precisamos de muitos voluntários", afirmou.
A Semana com NM/LUSA

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