Em entrevista ao Asemana, a Vice- diretora do Espaço Aberto de Safende, Jandira Tavares, nos afirmou que um dos principais problemas que deparam na zona é a questão da insegurança, uso álcool e outras drogas,com épocas com mais ou menos intensidades.
Realçou que épocas festivas são mais complicadas.
No que se refere à problemática de uso de álcool e outras drogas, salientou que tem havido cada vez mais cedo crianças têm tido contacto com esses produtos.
Conforme referenciou já tiveram casos de crianças a serem enviados para compra-los.
"Às vezes conseguimos intervir", indagou.
Outra questão levantada pela entrevistada é a do desemprego jovem.
“Temos tido grande quantidade de jovens desempregados, o que acaba por trazer algum tipo de problema para a comunidade", destacou.
Falou ainda que enfrentam o problema das construções clandestinas.
Salientou que em períodos de chuvas os moradores acabam por passar por muitos sufocos.
No que se refere à estrutura das famílias indica que vários são monoparentais, chefiadas por mulheres.
E que muitas das vezes conforme disse, saem cedo e chegam tarde, implicando no acompanhamento das crianças.
Ainda sobre a educação das crianças, disse que algumas podem ter problemas com compreender as matérias, e a associação não consegue auxilia-los, por não pais tão presentes na vida dos filhos.
Te todos estes elencados, afirmou que chama a atenção da associação é uso de álcool e outras drogas.
Isso porque, segundo explica têm visto crianças , dos quais fazem trabalhos sociais, a endereçarem por estes caminhos.
”E quando falamos de álcool e outra droga acaba por trazer o problema da violência. Porque quando tens vício e não pode o sustentar acabas por entrar numa outra vida para poder o sustentar", enfatizou.
Disse ainda que a questão da pobreza também preocupa bastante.
Conforme exemplifica os mesmos atendem crianças que não conseguem uma refeição.
“Para nós todos os problemas do bairro são graves e merecem a nossa atenção", ressaltou.
E de acordo um uma das moradas, que preferiu não se identificar, é a questão dos "tagues", da pobreza e o alcoolismo por parte dos mais jovens.
Outra entrevistada, disse também que o maior problema do vandalismo, a qualquer hora do dia.
" Toda hora, os encontra em problemas e brigas. Esta questão tem causa nas famílias", disse.
Apontou que muitas das vezes é possível encontrar crianças até às 10 ou 11 horas da noite.
Apelou aos pais e encarregados de educação a darem mais atenção a este fator.
" Os pais devem educar os filhos de forma a estarem na sociedade sem problemas, respeitarem os mais velhos",enfatizou.
Por seu turno a associação acredita que parcerias em podem ajuda-los a intervir melhor na comunidade.
Disse que o apoio para auxiliar os jovens para formações é muito importante.
"Acreditamos que quanto mais captarmos os jovens, estaremos trabalhar para reduzir e prevenir problemas sociais", fundamentou.
Afirmou apontado que têm desejo de ampliar a reforçar seus serviços.
“Em vez de 50 crianças, aumentarmos para 100. Mas as condições não permitem”, indagou.
Um pouco diferente desta realidade, um dos moradores de castelão refere que os únicos problemas com mais intensidade que são a falta de emprego e problema de água para consumo.
"A situação de água é complicada, porque as vezes passam-se dias sem estar na rede".
Já referindo em termos criminalidade, lembrou que antigamente existia com mais acentuação, mas que agora há uma redução bastante significativa.
E cita como solução a criação de mais postos de empregos.
E de acordo com o líder da Associação Comunitária de Desenvolvimento de Castelão, Ermelindo Silva, o problema de ligação água vai ser resolvida, com um projeto esta em andamento uma iniciativa da comunidade dentro da sistema da ODS.
Um projeto que disse ter parceria do Banco Mundial e Câmara Municipal e a própria comunidade.
“É um projeto que já tinha um levantamento teórico , um diagnostico feito , para que futuramente sabermos como irá ser implementado, e quem realmente deva ser beneficiado”, explicou.
Disse que atualmente o governo tem visto as associações como oposição , ou como um adversário .
Mas referenciou que não deveria ser assim. Para o entrevistado deveriam ver as associações como parceiras.
Conclui afirmando que associação tem também como outras prioridades formação , capacitação e emprego para os jovens.
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