sexta-feira, 02 outubro 2026

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Cabo Verde aposta em técnicos biomédicos e novas qualificações para travar desperdício na Saúde

O Ministério da Saúde, em parceria com a Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações, iniciou hoje o Conselho Setorial para a validação de quatro novas qualificações profissionais “cruciais para o sector da saúde”.

 

Conforme Lúcio Fernandes, qualificar não significa apenas formar, mas sim definir com rigor quais os conhecimentos, competências, responsabilidades e capacidades exigidas para o exercício de cada profissão. 

 

O processo, segundo o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, durante a cerimónia de abertura, visa definir competências, responsabilidades e padrões de qualidade para otimizar a organização dos serviços e humanizar o atendimento, incidindo sobre quatro áreas estratégicas integradas.

Fazem parte destas quatro novas qualificações profissionais a reparação e manutenção de equipamentos biomédicos, os serviços de saúde comunitária, o auxiliar de ação médica e o auxiliar de farmácia, todas de nível 4.

“Hoje, não estamos apenas reunidos para validar quatro qualificações profissionais, estamos a refletir sobre os recursos humanos da saúde. Estamos a definir competências, responsabilidades e padrões de qualidade que irão influenciar diretamente a organização dos nossos serviços e a qualidade dos cuidados prestados aos cidadãos”, declarou o governante.

Conforme Lúcio Fernandes, qualificar não significa apenas formar, mas sim definir com rigor quais os conhecimentos, competências, responsabilidades e capacidades exigidas para o exercício de cada profissão. 

Significa, ainda segundo a mesma fonte, criar referências claras que permitam garantir qualidade, segurança e confiança no desempenho profissional.

Um equipamento avariado, explicou, pode atrasar um diagnóstico ou impedir um tratamento, mas comprar um novo significa gastar recursos de que o Sistema Nacional de Saúde muitas vezes não dispõe.

Face aos desafios e diante da insularidade e da dispersão geográfica de Cabo Verde, o ministro da Saúde defendeu que a estratégia passa pela descentralização das competências.

O objetivo é que cada ilha do arquipélago disponha de recursos humanos preparados para responder localmente às necessidades das populações, reduzindo as assimetrias regionais no acesso a cuidados de saúde de qualidade.

Na saúde, advertiu o governante, não há espaço para ambiguidades, pelo que é indispensável delimitar competências, responsabilidades e funções, respeitando sempre as profissões regulamentadas e colocando, acima de tudo, a segurança dos utentes.

Afirmou ainda que esta é a visão para o sector em Cabo Verde, a fim de se obter um Sistema Nacional de Saúde “mais próximo das pessoas, mais qualificado, mais eficiente, mais moderno, mais seguro, mais sustentável e com maior capacidade nacional de resposta”.

“A maior riqueza do nosso Sistema Nacional de Saúde não são os edifícios, não são os equipamentos, são as pessoas. São os profissionais que diariamente cuidam, tratam, previnem, acompanham e salvam vidas”, finalizou.

O desenho destas qualificações conta com o envolvimento directo de ordens profissionais, instituições públicas e especialistas do sector, para assegurar “um alinhamento rigoroso entre a formação técnica e a realidade prática” dos serviços de saúde nacionais.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 15 horas atrás

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jcf
27 dias atrás 7 horas atrás

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joão do rosário
29 dias atrás 13 horas atrás

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