sexta-feira, 02 outubro 2026

S Social

Sindicato denuncia “falta de condições e indefinição laboral” dos nadadores-salvadores nas praias do país

O Siacsa denunciou hoje, na cidade da Praia, “a falta de equipamentos de salvamento e proteção para nadadores-salvadores”, e reclama vínculo laboral, estatuto próprio e remuneração adequada para a classe, um problema apontado “há muitos anos”.

 

O presidente do Siacsa defendeu que os nadadores-salvadores devem ser tratados como uma classe profissional especial, tendo em conta a responsabilidade associada à protecção de vidas humanas.

 

O presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins (Siacsa), Gilberto Lima, em conferência de imprensa, manifestou preocupação com a situação laboral dos nadadores-salvadores a nível nacional, sobretudo perante “a ausência de um vínculo definido” com as entidades responsáveis pelo sector.

Segundo o dirigente sindical, a Câmara Municipal de São Vicente e o Instituto Marítimo e Portuário (IMP) terão indicado que não assumem responsabilidade pela classe profissional, situação que, na sua perspectiva, deixa os nadadores-salvadores sem um enquadramento laboral adequado.

“Há uma situação grave, e muito grave”, declarou, ao denunciar a falta de materiais de protecção e de trabalho para os profissionais que exercem funções de salvamento nas praias.

O presidente do Siacsa defendeu que os nadadores-salvadores devem ser tratados como uma classe profissional especial, tendo em conta a responsabilidade associada à protecção de vidas humanas.

Entre as medidas reclamadas estão a definição de um vínculo laboral com uma entidade responsável, que poderá ser uma câmara municipal, o Ministério do Mar ou o IMP, bem como a criação de um estatuto específico para a profissão.

O sindicalista apontou ainda a necessidade de se disponibilizar equipamentos de salvamento, materiais de protecção e outros meios de trabalho nas praias, para permitir uma resposta adequada perante situações de afogamento.

“Tem que ter um vínculo laboral, ou com a câmara, ou com o Ministério, ou com o IMP”, reiterou.

A questão salarial também foi levantada por Gilberto Lima, que sustentou que a remuneração deve ser compatível com a responsabilidade da função, e admitiu que os baixos salários podem contribuir para a desmotivação dos profissionais.

O dirigente referiu igualmente que já abordou com o ministro do Mar a possibilidade de criação de um estatuto para os nadadores-salvadores.

Para o sindicalista, a indefinição sobre a entidade responsável pela classe deve ser ultrapassada, de modo a garantir aos profissionais condições dignas para o exercício de uma actividade diretamente ligada à salvaguarda de vidas nas praias.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

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