quarta-feira, 30 setembro 2026

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Instituto Nacional de Saúde Pública reforça vigilância perante surto de mpox na Guiné-Bissau

Cabo Verde mantém reforçada a vigilância e actualiza o plano de contingência para impedir a entrada do mpox, perante o surto registado na Guiné-Bissau, garantiu  esta quarta-feira a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP). 

 

Deacordo com a Inforpress,Maria da Luz Lima explicou que o país dispõe há mais de um ano de um plano de contingência para o vírus monkeypox (mpox), instrumento que é permanentemente actualizado de acordo com as novas informações e orientações das autoridades sanitárias internacionais.

Mpox é o nome actual da doença que anteriormente era conhecida como “varíola dos macacos”.

“Temos um plano de contingência que tem que ser actualizado de acordo com novas informações e orientações” afirmou a responsável, sublinhando que o INSP está a trabalhar no reforço da capacidade de preparação e resposta para que um eventual caso suspeito seja rapidamente identificado, diagnosticado e submetido às medidas de saúde pública previstas.

Em declarações à Inforpress, a presidente do INSP revelou que a informação destinada aos profissionais de saúde já foi realizada, estando igualmente prevista a necessidade de reforçar a articulação entre as diferentes estruturas sanitárias, de modo a garantir uma resposta rápida perante eventuais casos.

Maria da Luz Lima destacou ainda que o plano inclui um componente de comunicação de risco e envolvimento comunitário, já divulgado aos dirigentes do Ministério da Saúde, tanto a nível central como local, incluindo delegados de saúde e directores dos hospitais.

A responsável lembrou que Cabo Verde possui uma estrutura de gestão de emergências em saúde pública, incluindo o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, instalado no próprio INSP, que se mantém permanentemente activo para responder a diferentes ameaças epidemiológicas.

No domínio laboratorial, Maria da Luz Lima adiantou que o país dispõe de capacidade para realizar testes de biologia molecular, adquirida e reforçada durante a pandemia da covid-19, incluindo capacidade para sequenciação genómica.

“Em termos de formação e de equipamentos, o país já é diferente”, salientou, explicando que, embora os testes sejam específicos para cada microrganismo, a capacidade técnica e humana instalada permite responder a novas epidemias.

Relativamente à entrada de pessoas provenientes da Guiné-Bissau, a presidente do INSP esclareceu que a vigilância nos pontos de entrada é da responsabilidade dos delegados de saúde, que dispõem de mecanismos de monitorização e detecção.

Praia, São Vicente, Boa Vista e Sal constituem os quatro principais pontos de entrada internacionais abrangidos por estes mecanismos, através dos quais são monitorizados passageiros provenientes da região e de outros países africanos.

Maria da Luz Lima declarou que a identificação de um eventual caso de mpox à entrada depende sobretudo da existência de sintomas associados a um vínculo epidemiológico.

“Se a pessoa tiver sintomas e um vínculo epidemiológico”, nomeadamente se tiver estado na Guiné-Bissau ou noutro país afectado, “é claramente um caso suspeito”, explicou.

Nessas circunstâncias, acrescentou, são accionados os procedimentos previstos, com realização dos exames necessários e investigação de outras doenças que possam apresentar sintomas semelhantes, permitindo estabelecer um diagnóstico diferencial.

A mesma fonte reforçou, por isso, que a preparação não deve limitar-se ao mpox, mas integrar uma estratégia permanente de prevenção e resposta às diferentes epidemias e ameaças sanitárias que possam surgir.

“Essa preparação é permanente e constante”, afirmou Maria da Luz Lima, defendendo a manutenção do estado de alerta das estruturas de saúde para assegurar uma resposta rápida e evitar a propagação de eventuais casos no território nacional.

A transmissão do mpox ocorre sobretudo através de contacto próximo com uma pessoa infectada, especialmente com as lesões cutâneas, fluidos corporais ou materiais contaminados. 

Também pode ocorrer através de contacto prolongado e próximo entre pessoas.

Em geral, a doença evolui de forma espontaneamente favorável em algumas semanas, mas pode ser mais grave em determinados grupos, sobretudo pessoas imunodeprimidas.

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 18 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 11 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
27 dias atrás 17 horas atrás

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