quarta-feira, 30 setembro 2026

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Após 42 dias sem novas infeções, Uganda declara país "livre de Ébola"

O Governo do Uganda declarou hoje o país "livre de Ébola", após 42 dias sem novas infeções, requisito para declarar oficialmente o fim da epidemia que se espalhou para o território ugandense a partir da República Democrática do Congo.

 

"O Ministério da Saúde tem o prazer de anunciar que o Uganda declarou oficialmente o fim do surto [que evoluiu para epidemia] de Ébola de 2026 (...). A declaração segue-se à conclusão bem-sucedida do período obrigatório de monitorização de 42 dias, que começou após a alta do último cidadão ugandense, um paciente de transmissão local, a 16 de junho", disse o ministério em comunicado.

O Governo ugandense declarou, por isso, o fim da epidemia, calculando a partir da alta do último doente de transmissão local, embora o último doente com ébola, um cidadão congolês, só tenha saído do hospital na capital, Kampala, a 16 de julho.

"O Ministério reconhece que o critério tradicional de 42 dias tem servido bem a comunidade global de saúde pública e continua a ser uma salvaguarda essencial em surtos onde a transmissão é incerta e contínua", referiu o comunicado.

No entanto, sublinhou que, "ao contrário dos surtos anteriores de Ébola em que se baseava a atual política de declaração de 42 dias, o surto de Ébola de 2016 teve origem num caso importado totalmente documentado [da República Democrática do Congo]".

Além disso, "a origem da infeção foi identificada, a via de introdução foi determinada, foi estabelecido um vínculo epidemiológico entre todos os casos confirmados, as cadeias de transmissão foram totalmente caracterizadas e reconstruídas, e todos os contactos identificados foram colocados em quarentena (...) e completaram o período obrigatório de monitorização de 21 dias", acrescentou.

Por isso, as autoridades ugandesas consideraram que, neste caso, "um intervalo de tempo fixo por si só pode já não ser a única base para determinar que a transmissão terminou".

O Uganda registou 20 casos confirmados de Ébola desde que a epidemia se espalhou a partir da República Democrática do Congo (RDCongo), incluindo 15 casos considerados importados daquele país, resultando em duas mortes.

O surto foi declarado a 15 de maio no leste da RDCongo, país que já registou 1.437 mortes e 3.262 casos confirmados da doença em cinco províncias, segundo os últimos dados oficiais divulgados hoje.

A epidemia corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de mortalidade varia entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina ou tratamento específico autorizado, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera o risco de propagação do surto na África Subsariana como "elevado" e "baixo" à escala global.

Esta é a terceira pior epidemia de Ébola da história, apenas ultrapassada pela que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, que fez cerca de 11.000 mortos e 28.000 infetados; e por outra que afetou o leste do Congo entre 2018 e 2020, provocando 2.299 mortes e 3.481 casos.

O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.

 

A Semana com NM/Lusa

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 13 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 6 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 12 horas atrás

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