"Observou-se uma diferença expressiva entre géneros, com uma taxa de realização superior entre as mulheres (93,0%) face aos homens (76,7%), correspondendo a uma diferença de 16,3 pontos percentuais", explicou o INE.
Em relação ao tempo dedicado, as mulheres despenderam, em média, 19 horas por semana nestas atividades, enquanto os homens 10 horas.
Entre as diferentes formas de trabalho não remunerado, os afazeres domésticos foram os mais frequentes, envolvendo 303.160 pessoas (80,9%).
Os cuidados a pessoas dependentes no próprio agregado familiar envolveram 126.998 pessoas, correspondendo a uma taxa de realização de 33,9%.
Neste caso, 45,6% das mulheres afirmaram prestar estes cuidados, contra 22,2% dos homens.
O trabalho voluntário foi realizado por 13.026 pessoas, correspondente a 3,5% da população com 15 ou mais anos, enquanto o trabalho de produção para o próprio consumo envolveu 55.784 pessoas (14,9%), sendo mais frequente no meio rural.
Segundo o INE, o trabalho não remunerado inclui tarefas domésticas, cuidados a crianças, idosos ou pessoas dependentes, trabalho voluntário e produção para consumo próprio.
A Semana com NM]Lusa

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