sexta-feira, 02 outubro 2026

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UCID acusa Governo de reproduzir práticas que criticava ao MpD na oposição

A UCID censurou esta sexta-feira, no Mindelo, o PAICV por estar a reproduzir práticas de partidarização da Administração Pública que criticou durante os dez anos em que esteve na oposição, e defendeu uma aposta na meritocracia. 

 

Em conferência de imprensa sobre defesa das instituições da República e da meritocracia, como assinalou, o presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), João Santos Luís, apontou o dedo a decisões do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, poder) logo nos primeiros meses de governação.

Segundo Santos Luís, o PAICV, “que durante uma década criticou o Movimento para a Democracia (MpD) pela nomeação de pessoas para cargos públicos com base na confiança política e sem concurso”, está “agora a adoptar “exactamente os mesmos comportamentos que anteriormente condenava”.

A UCID considera preocupante a sucessiva substituição de dirigentes, presidentes de conselhos de administração, administradores e responsáveis de institutos públicos, alegando que essas mudanças estão a ocorrer "sem critérios objectivos claramente conhecidos pela sociedade".

Sem apontar casos concretos, João Santos Luís considerou que a chegada do PAICV ao poder deveria representar uma oportunidade para alterar essa cultura governativa e privilegiar a competência, a experiência profissional e o mérito, em vez da substituição de dirigentes por critérios políticos ou eleitorais.

“O Estado não pertence a nenhum partido político, o Estado é de todos os cabo-verdianos”, sublinhou a mesma fonte, que apelou ao actual Governo para adoptar uma postura diferente da que atribuiu às anteriores governações do MpD. defendeu

A UCID propõe, neste sentido, que o acesso às funções públicas deve obedecer a critérios de competência e, sempre que aplicável ao concurso público, e evitar que os cargos sejam utilizados como “recompensa a militantes ou pessoas que tenham apoiado campanhas eleitorais”.

O partido alerta ainda para o risco de se criar um ciclo em que os partidos, quando estão na oposição, criticam a partidarização do Estado, mas, ao chegarem ao poder, reproduzem as mesmas práticas.

“Hoje eu critico o que está mal, amanhã, quando eu chego ao poder, a primeira coisa a fazer é exactamente o que eu critiquei”, afirmou João Santos Luís.

A mesma fonte sublinhou ainda que é necessário romper com essa lógica para recuperar a confiança dos cidadãos nos partidos e nas instituições.

O presidente da UCID garante que a sua posição não resulta de uma oposição sistemática ao Governo, mas da defesa das instituições da República, da meritocracia e da igualdade de oportunidades no acesso à função pública. 

O partido diz estar disponível para apoiar medidas que considera positivas para o país, mas promete denunciar aquilo que representa “um retrocesso institucional”.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 23 horas atrás

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jcf
27 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário
29 dias atrás 22 horas atrás

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