Num discurso proferido, terça-feira no segmento de Alto Nível da 55.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que decorre em Genebra, na Suíça, a ministra da Solidariedade Social e Inclusão timorense, Verónica das Dores, destacou a “profunda preocupação” do Governo de Timor-Leste com a situação humanitária “catastrófica”.
Verónica das Dores insistiu também na “importância de proteger toda a população civil em conformidade com o direito humanitário internacional” e reiterou a posição de Timor-Leste de apoio a uma solução baseada na existência de dois Estados.
A guerra eclodiu a 07 de outubro, quando comandos do Hamas a partir de Gaza lançaram um ataque sem precedentes contra o sul de Israel, provocando a morte de pelo menos 1.160 pessoas, na sua maioria civis, segundo um relatório oficial.
Em resposta, Israel levou a cabo uma ofensiva aérea e terrestre maciça no território palestiniano como represália, resultando em quase 30.000 mortos e mais de 70.000 feridos, de acordo com o Ministério da Saúde do Hamas.
A ministra também pediu a atenção do Conselho de Direitos Humanos da ONU para a situação do “povo do Saara Ocidental” e apelou para a “concessão do exercício do direito à autodeterminação, em conformidade com a Carta das Nações Unidas”.
O conflito na antiga colónia espanhola do Saara Ocidental teve início em 1975, após Marrocos ter anexado o território contra o defendido pela Frente Polisário, apoiada pela Argélia, que afirma que é um Estado independente.
Em outubro passado, o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu prolongar por mais um ano a missão no terreno, até 31 de outubro de 2024.
A Semana com Lusa
29 de Fevereiro de 2024

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