segunda-feira, 28 setembro 2026

Cólera volta a matar em Moçambique com primeira vítima em fevereiro

De acordo com o mais recente boletim sobre a progressão da doença, elaborado pela Direção Nacional de Saúde Pública e com dados até 17 de fevereiro, estava contabilizado no país um acumulado de 11.871 casos de cólera desde 01 de outubro último.

No boletim anterior, com dados até 15 de fevereiro, o acumulado era de 11.781 casos de cólera, que provocaram até então 26 mortos.

Desde o início de janeiro que não se registavam oficialmente óbitos por cólera em Moçambique, mas no período de 29 a 31 de janeiro foi contabilizada a 26.º vítima mortal do atual surto, neste caso na província de Tete. Soma-se agora, no mais recente boletim, outra vítima mortal, na província de Sofala, a 27.ª morte e a primeira registada pelas autoridades em fevereiro.

A taxa de letalidade da doença em Moçambique mantém-se atualmente em 0,2% e há 61 doentes internados no país, segundo os mesmos dados.

O Governo moçambicano avançou no início de fevereiro que 29 distritos registavam surtos da doença de baixa intensidade e que a cólera estava totalmente erradicada em sete.

A província mais afetada pela atual vaga deste surto de cólera é Nampula (norte), com um acumulado de 3.748 casos e 12 óbitos, seguida de Tete (noroeste), com 2.345 casos e sete óbitos.

As autoridades sanitárias moçambicanas vacinaram recentemente contra a cólera, em cinco dias, mais de 2,2 milhões de pessoas nos distritos mais afetados pelo atual surto, correspondendo a uma cobertura praticamente total face ao programado.

Em declarações anteriores à Lusa, o chefe do Programa Alargado de Vacinação do Ministério da Saúde, Leonildo Nhampossa, avançou que foram vacinadas contra a cólera, em quatro províncias, entre 08 e 12 de janeiro, um total de 2.268.548 pessoas, com mais de 1 ano de idade.

Isto “corresponde a uma cobertura de 100%. Os objetivos foram completamente alcançados”, disse ainda.

O grupo-alvo desta operação de vacinação era de 2.271.136 pessoas, correspondente à população que vive nas áreas mais vulneráveis e de foco para o atual surto, referiu anteriormente o Ministério da Saúde.

De acordo com a informação da Direção Nacional de Saúde Pública, a campanha destinou-se à população com idade igual ou superior a um ano e foi realizada nos distritos de Chiúre e Montepuez (província de Cabo Delgado), Gilé, Gurué e Mocuba (Zambézia), Mágoe, Moatize e Zumbo (Tete) e Maringue (Sofala).

A campanha de vacinação mobilizou 1.136 equipas, com 7.337 elementos, incluindo vacinadores, mobilizadores, registadores, supervisores, coordenadores, pessoal para digitar dados, logísticos e motoristas, entre outros, tendo custado cerca de 1,3 milhões de dólares (1,19 milhões de euros), entre fundos do Estado e dos parceiros de cooperação de Moçambique.

A Semana com Lusa

19 de Fevereiro de 2024

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 6 horas atrás

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jcf
23 dias atrás 23 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 5 horas atrás

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