O antigo Presidente da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló apelou hoje os cidadãos à calma, à estabilidade e à serenidade face às decisões do Alto Comando Militar que condicionam o seu regresso ao país que estava previsto para domingo.
Num comunicado divulgado, na quinta-feira à noite, nas suas páginas nas redes sociais, o Alto Comando diz ter tomado a decisão numa reunião realizada em Bissau em que foi analisada a situação política, social e de segurança do país.Nessa reunião, acrescenta, foi determinado que Umaro Sissoco Embaló não poderá regressar ao país "exclusivamente por razões de segurança nacional, da preservação da ordem pública e na prevenção de situações que possam comprometer a estabilidade e a tranquilidade social".
Através de uma mensagem publicada na sua página oficial nas redes sociais, Embaló reagiu ao anúncio do Alto Comando Militar, que o afastou num golpe de Estado, de que não estão reunidas, por enquanto, as condições do seu regresso ao país.
A partir da República do Congo, Umaro Sissoco Embaló anunciou a sua pretensão de retornar à Guiné-Bissau para se apresentar como candidato às eleições presidenciais marcadas para 06 de dezembro próximo.
Na comunicação divulgada, Sissoco Embaló sublinha um "profundo respeito pela ordem pública e pela tranquilidade" nacional, reiterando que "a vida humana está acima de qualquer ambição política".
O ex-governante exortou os seus apoiantes, simpatizantes e a população em geral a evitarem "quaisquer atos de confrontação ou comportamentos que possam gerar instabilidade" no país.
Para Umaro Sissoco Embaló, a resolução de controvérsias políticas "deve seguir estritamente" os parâmetros democráticos e o enquadramento jurídico vigente.
O ex-Presidente guineense, de 54 anos, adianta que aguarda que a sua candidatura seja apreciada pelas instâncias competentes "com total imparcialidade e isenção", com igualdade de direitos e oportunidades para todos os concorrentes, frisou.
Num comunicado divulgado, na quinta-feira à noite, nas suas páginas nas redes sociais, o Alto Comando diz ter tomado a decisão numa reunião realizada em Bissau em que foi analisada a situação política, social e de segurança do país.
Nessa reunião, acrescenta, foi determinado que Umaro Sissoco Embaló não poderá regressar ao país "exclusivamente por razões de segurança nacional, da preservação da ordem pública e na prevenção de situações que possam comprometer a estabilidade e a tranquilidade social".
O antigo chefe de Estado guineense, deposto pelos militares no dia 26 de novembro de 2025, anunciou, no início desta semana, o seu "regresso voluntário ao país" no próximo domingo e apelou a que a sua chegada decorra "num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo".
No comunicado, o Alto Comando Militar reitera ainda que continuam em vigor as medidas de segurança estabelecidas no âmbito da Transição Política, nomeadamente a proibição de manifestações, concentrações e aglomerações de cariz político até nova determinação das autoridades competentes.
No documento alerta-se que "qualquer ato de desacato ou incumprimento" destas normas "será da inteira responsabilidade dos respetivos autores", sem prejuízo das consequências legais.
O órgão que dirige a Guiné-Bissau desde o golpe, apelou-se igualmente a que todos os cidadãos "se abstenham de atos que possam provocar confrontação ou instabilidade", fazendo prevalecer a disciplina e o respeito pelas determinações oficiais.
Umaro Sissoco Embaló presidiu à Guiné-Bissau de 27 de fevereiro de 2020 a 26 de novembro de 2026 até ser derrubado por um golpe liderado pelo general Horta Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.
A oposição considerou que se tratou de um "golpe cerimonial" por ocorrer em vésperas de divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais que o bloco defende terem sido ganhas "à primeira volta" por Fernando Dias da Costa.
Os militares marcaram para 06 de dezembro novas eleições legislativas e presidenciais.
A Semana com NM/Lusa

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