O ex-Presidente guineense Umaro Sissoco Embaló anunciou esta segunda-feira, 28 de setembro, o seu “regresso voluntário ao país” para o próximo dia 04 de outubro e apelou a que a sua chegada decorra “num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo”.
O general Horta Inta-a marcou para 06 de dezembro próximo a data para a realização de eleições legislativas e presidenciais e a oposição considera que aqueles estariam a preparar-se para facilitar o regresso de Embaló ao poder.
O anúncio do regresso de Embaló, deposto num golpe de Estado em 26 de novembro passado, foi feito pelo próprio nas redes sociais.
De acordo com a publicação, Umaro Sissoco Embaló, que fixou residência em Marrocos desde o golpe, sublinha a necessidade “de colocar o interesse nacional e a estabilidade acima de quaisquer divergências políticas”.
“A Guiné-Bissau é a nossa pátria e pertence a todos nós. Independentemente das nossas posições ou opções políticas, devemos preservar a paz social, fortalecer a união e colocar o interesse nacional acima das diferenças”, escreveu o ex-Presidente na mensagem.
Umaro Sissoco Embaló presidiu à Guiné-Bissau de 27 de fevereiro de 2020 em 26 de novembro de 2026 até ser derrubado por um golpe liderado pelo general Horta Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.
A oposição considerou que se tratou de um “golpe cerimonial” por ocorrer em vésperas de divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais que o bloco defende terem sido ganhas “à primeira volta” por Fernando Dias da Costa.
Na sua mensagem de anúncio do regresso, Sissoco Embaló destaca que o “retorno a solo pátrio é um gesto de confiança” no futuro da Guiné-Bissau, motivado pelo sentimento de pertença e “pelo desejo de reencontrar” a sociedade guineense.
O ex-chefe de Estado apela a que a receção “seja pacífica e fraterna, evitando comportamentos que possam suscitar tensões ou divisões” entre compatriotas e ainda que reforce a responsabilidade cívica e preserve os princípios fundamentais do Estado de direito.
Com o golpe de Estado de 26 de novembro, os militares criaram um Conselho Nacional de Transição (CNT), que assumiu as competências do parlamento, e nomearam Ilídio Vieira Té primeiro-ministro e ministro das Finanças.
O órgão fez aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do Presidente da República, entre outras alterações.
O general Horta Inta-a marcou para 06 de dezembro próximo a data para a realização de eleições legislativas e presidenciais e a oposição considera que aqueles estariam a preparar-se para facilitar o regresso de Embaló ao poder.
A Semana com DN/Lusa

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