sexta-feira, 02 outubro 2026

Opositor russo Boris Nadezhdin apresentou candidatura contra Vladimir Putin

"As assinaturas foram entregues", disse um membro da Comissão Eleitoral, de acordo com um jornalista da France Presse no local.

Nadezhdin, que defende o "fim" da ofensiva na Ucrânia e que condena as tendências autoritárias de Vladimir Putin, atraiu um interesse inesperado nos últimos dias, com dezenas de milhares de russos a juntarem-se para apoiar a candidatura de oposição.

"Conseguimos!", afirmou o candidato oposicionista no canal de mensagens digital Telegram que divulgou também imagens que mostram as caixas com as assinaturas recolhidas desde o dia 08 de janeiro.

O candidato liberal, de 60 anos, recolheu mais de 200 mil assinaturas, o dobro do mínimo exigido (100 mil) para registar a candidatura presidencial.

Nadezhdin conseguiu apresentar as assinaturas depois de ter recebido o apoio ​​​​​​​da oposição na prisão e no exílio tendo prometido "parar a campanha militar da Rússia na Ucrânia", o primeiro ponto do manifesto eleitoral.

Boris Nadezhdin considerou o início da guerra na Ucrânia um "erro fatal" e afirmou que pretende tornar-se presidente para tornar a Rússia "grande, pacífica e livre", embora tenha afirmado que não está disposto a devolver a Kiev os territórios anexados pelo Exército russo.

A campanha de recolha de assinaturas tornou-se a primeira manifestação legal e maciça de repulsa contra a guerra desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.

No entanto, analistas e opositores acreditam que Nadezhdin tem poucas hipóteses de ser registado, uma vez que a administração presidencial teme que venha a unir todos os insatisfeitos não só com a guerra, mas também com a deriva autoritária do Kremlin.

A presidente da Comissão Central de Eleições (CEC), Ela Pamfilova, já rejeitou no passado o registo de candidatos da oposição críticos do Kremlin por motivos infundados.

Na segunda-feira, a CEC registou a candidatura do Presidente russo Vladimir Putin, que, como independente, teve de apresentar 300 mil assinaturas.

Embora tenha garantido publicamente que não voltaria a concorrer, Putin, 71 anos, alterou a Constituição em 2020 para permitir reeleição, sendo que pode vir a apresentar-se novamente dentro de seis anos e, assim, permanecer no Kremlin até 2036.

De acordo com as sondagens oficiais, Putin deve ganhar a votação com mais votos do que em 2018.

Até agora, a CEC registou quatro candidatos: Putin, o comunista Nikolai Kharitonov, o ultranacionalista Leonid Slutsky e o representante do Novo Povo, Vladislav Davankov.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 23 horas atrás

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joão do rosário
29 dias atrás 22 horas atrás

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