sexta-feira, 02 outubro 2026

Rebeldes Houthis do Iémen reivindicam novo ataque contra navio dos EUA

Os rebeldes Houthis do Iémen anunciaram esta segunda-feira que voltaram a atacar um navio militar dos Estados Unidos no golfo de Aden, a sul do mar Vermelho, no domingo à noite, algo não confirmado por Washington. 

 

O porta-voz militar dos Houthis disse que os rebeldes lançaram "um míssil naval (...) contra um navio da Marinha dos EUA, Lewis B Puller, enquanto navegava no golfo de Aden", de acordo com uma mensagem divulgada na rede social X (antigo Twitter).

Yehya Sarea alegou que o navio estava encarregado de fornecer "apoio logístico" às forças norte-americanas nas operações contra as posições Houthis.

 

O porta-voz garantiu que os iemenitas vão continuar a realizar este tipo de ações contra navios dos EUA e do Reino Unido devido aos recentes bombardeamentos de posições dos Houthis e pelo apoio à ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse ter atingido, no sábado, um míssil antinavio dos Houthis, "pronto para ser lançado", em direção ao mar Vermelho.

 

No mesmo dia, o líder do Conselho Presidencial do Iémen apelou ao apoio dos Estados Unidos e da Arábia Saudita "para eliminar" a capacidade dos rebeldes Houthis de realizarem ataques a navios, defendendo que as operações defensivas realizadas até agora não chegam.

"As operações defensivas não são a solução", disse Rashad al-Alimi, numa conferência de imprensa em Riade, citado pela agência de notícias AFP, referindo-se aos ataques norte-americanos e britânicos contra os rebeldes iemenitas.

 

"A solução é eliminar as capacidades militares dos Houthis", defendeu.

Desde novembro que os rebeldes iemenitas Houthis têm atacado, no mar Vermelho e no golfo de Aden, navios que consideram ligados a Israel, "em solidariedade" com os palestinianos de Gaza, afetados pela guerra entre o Exército israelita e o movimento islamita palestiniano Hamas.

 

Em janeiro, perante o aumento dos ataques no mar Vermelho, os Estados Unidos, por vezes com o aliado Reino Unido, começaram a lançar ataques contra posições Houthis no Iémen, "para proteger" o tráfego marítimo dos ataques dos rebeldes, apoiados pelo Irão.

A Semana com Lusa

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 21 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
27 dias atrás 13 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
29 dias atrás 19 horas atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport