Um grupo de professores em regime de prestação de serviço, na Boa Vista, denunciou esta terça-feira estar há dois meses sem receber salários apontou irregularidades na segurança social, apesar de ter assinado adendas aos contratos.
Segundo os professores, a maioria dos quais deslocados de outras ilhas, a situação surgiu após a renovação dos contratos, tendo os seus nomes constado inicialmente do Boletim Oficial como profissionais que teriam vínculo permanente.
Posteriormente, explicaram, foram obrigados a assinar adendas aos contratos para viabilizar o processamento dos vencimentos a partir de Agosto, mas, passado esse período, continuam sem receber os respectivos salários.
Os docentes afirmam que o atraso está a dificultar o pagamento das rendas de habitação, o sustento das famílias e as despesas com a escolaridade dos filhos, numa ilha onde, segundo dizem, o custo de vida é elevado.
Além dos atrasos salariais, os professores alegam enfrentar problemas relacionados com a segurança social, afirmando que, apesar de serem efectuados directamente descontos mensais que rondam os 15 mil escudos, a situação do seguro junto do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) surge frequentemente como desactivada ou com prestações em falta.
O grupo aponta ainda uma situação de desigualdade face a outros docentes do primeiro ciclo na Boa Vista e a colegas colocados nas ilhas do Sal e de Santiago, que, segundo afirmam, já receberam os respectivos pagamentos, enquanto os professores do segundo ciclo continuam a aguardar.
Quanto ao diálogo institucional, os professores lamentam o que consideram ser falta de abertura por parte da delegação do Ministério da Educação na ilha, acusando a nova responsável de não dar resposta às preocupações apresentadas.
A Inforpress tentou contactar a delegação do Ministério da Educação na Boa Vista para obter esclarecimentos sobre a situação, mas não foi possível estabelecer contacto até ao momento, aguardando-se um pronunciamento oficial.
A Semana com Inforpress

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