A criação de uma rota aérea comercial entre Sal e Fogo deve facilitar a ligação da diáspora e captar turistas que visitem Sal e Boa Vista, anunciou o presidente da Câmara Municipal de São Filipe.
Nuías Silva acredita que, através de um sistema de intermodalidade, seria possível criar uma ligação Providence-São Filipe, com escala no Sal, facilitando o regresso dos emigrantes que pretendem chegar à ilha sem necessidade de pernoitar noutra ilha.
Segundo Nuías Silva citado pela Inforpress, a proposta apresentada ao secretário de Estado do Turismo, José Pimenta Lima, pretende ser uma inovação porque antes não havia rota comercial, mas apenas voos charter que, por não permitir a permanência dos visitantes, não geravam valor acrescentado suficiente para o destino Fogo.
“Não tínhamos uma rota Sal/São Filipe que atendesse aos interesses do Fogo”, afirmou Nuías Silva que explicou que o voo charter chegava e partia no mesmo dia, não permitindo aos turistas pernoitar na ilha.
A criação de uma ligação comercial regular entre Sal e São Filipe, defendeu, poderia beneficiar tanto a diáspora como o turismo, aproveitando a conexão existente entre Providence, Estados Unidos da América, e Sal.
Nuías Silva acredita que, através de um sistema de intermodalidade, seria possível criar uma ligação Providence-São Filipe, com escala no Sal, facilitando o regresso dos emigrantes que pretendem chegar à ilha sem necessidade de pernoitar noutra ilha.
Ao mesmo tempo, a rota permitiria aos turistas que visitam Sal e Boa Vista incluir o Fogo nos seus programas de férias por um, dois ou três dias, para conhecerem o vulcão, as Salinas e as experiências ligadas ao vinho, café, gastronomia, natureza e tradições locais.
Conforme a mesma fonte, o autarca explicou que muitos visitantes procuram actualmente informações sobre como conhecer a ilha do Fogo, o vulcão e outros atractivos turísticos, considerando que uma ligação aérea regular poderia responder a essa procura.
Para Nuías Silva, uma conexão comercial semanal teria condições para se tornar sustentável e, posteriormente, justificar o aumento da frequência de voos.
A câmara pretende igualmente trabalhar, no futuro, na criação de uma ligação comercial entre São Vicente e Fogo, reforçando a estratégia de diversificação dos acessos à ilha.
“Se queremos criar um destino, precisamos ser capazes de interconectá-lo com os potenciais portões de entrada de turistas para a ilha”, salientou, apontando Sal, Boa Vista e São Vicente como mercados estratégicos, além de Santiago, que já dispõe de ligação comercial com o Fogo.
Nuías Silva considerou ainda que a melhoria das conexões aéreas poderá dinamizar a troca de produtos entre o Fogo e outras ilhas, enquadrando-se na estratégia de transformar a capacidade produtiva da ilha numa base transversal para o desenvolvimento do turismo e da economia local.

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