segunda-feira, 05 outubro 2026

Presidente da República defende maior aproximação da CEDEAO aos países do Sahel e privilégio do diálogo

Em entrevista à Rádio de cabo Verde (RCV) no regresso da cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), realizada em Freetown, Serra Leoa, o chefe de Estado afirmou que, num contexto internacional marcado pela polarização e fragmentação, a aposta no diálogo deve prevalecer.

“Nestes tempos de muita polarização e uma certa fragmentação, o diálogo é importante. Temos de dar oportunidade à diplomacia para a resolução dos conflitos, para melhorarmos as relações entre os Estados e criarmos melhores condições para a consolidação da nossa comunidade", afirmou.

Segundo José Maria Neves, este entendimento justifica o esforço que a CEDEAO deve desenvolver para recuperar os laços com os países que abandonaram a organização.

"É precisamente por isso que devemos fazer um esforço para a reaproximação aos Estados da Aliança do Sahel, trazer a Mauritânia e criar canais de diálogo com todos os países, sobretudo onde haja instabilidade política ou ameaça à segurança e à estabilidade", sustentou.

O Presidente da República referiu ainda que, durante os trabalhos da cimeira, vários líderes defenderam uma abordagem mais assente no diálogo do que em medidas punitivas.

Neste sentido, destacou a intervenção do Presidente da Guiné Conacri, que, segundo disse, fez várias referências ao facto de as sanções, por si só, não resolverem os problemas políticos e de segurança que afectam a sub-região.

Questionado sobre as conclusões da cimeira relativamente à situação na Guiné-Bissau, José Maria Neves explicou que foram reafirmadas as posições adoptadas na reunião anterior da organização.

De acordo com o chefe de Estado, os líderes da CEDEAO reiteraram a necessidade de prosseguir o diálogo político, promover uma abordagem inclusiva e criar condições para uma transição para a ordem democrática.

Acrescentou que a cimeira apelou igualmente à libertação incondicional de todos os presos políticos e à concertação entre os diversos actores políticos guineenses, com vista à construção de plataformas de entendimento que permitam restaurar a normalidade democrática no país.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
28 dias atrás 12 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
30 dias atrás 5 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
1 dias atrás

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