Cabo Verde acolhe esta sexta-feira,25 de setembro, a primeira edição do UABA festival internacional de videodança, um evento pioneiro que coloca o movimento e a linguagem audiovisual no centro da criação contemporânea. A sessão pública de estreia acontece às 18h30,no Centro Cultural Português, na Praia, com a apresentação da mostra internacional “SARACOTEIO – Dança no Ecrã”.
A sessão de estreia tem entrada livre, sujeita à reserva de lugares junto do Centro Cultural Português.
Promovido pela plataforma Kontornu, o festival nasce com o propósito de criar no arquipélago um espaço regular de exibição, formação e circulação de videodanca. Esta linguagem artística hibrida utiliza a câmara, a montagem e o som não apenas como registo documental, mas como parte integrante da própria coreografia.
Conforme a organização em nota remetida ao ASemanaonline, o UABÁ, cujo nome deriva de uma expressão em crioulo cabo-verdiano associada ao assombro e a beleza, é a primeira plataforma do país dedicada exclusivamente a esta vertente.
Para os promotores do evento, a primeira edição assume o tema “SARACOTEIO ”para evocar a liberdade e a energia do corpo em ação.A mostra central resulta de uma parceria estratégica entre o UABÁ,a Quinzena de Dança de Almada (Portugal) e o ROLLOUT Dance Film Festival (Macau). Esta rede de cooperação visa fortalecer a circulação de obras e o intercâmbio entre artistas, com especial enfoque na comunidade da CPLP e na lusofonia.
A programação oficial reúne 15 obras de videodança de diferentes geografias estéticas, culturais e políticas:
- Cabo Verde: XINDZUTI
- Portugal: Nouage, Blossom, A ÁGUA ME LEVA, Shark Skin, On My Way To You e Pégaso
- Moçambique: ONE STEP AT A TIME
- Guiné-Bissau / Portugal: Intervenção Jah
- Brasil: #paranoiaconfinado
- Macau: “SHELL” WE TALK, Eyeland, The Rhythm of Sharing, Hermaphroditus e Third Person
Para além da exibição de filmes, a Plataforma Kontornu projeta o UABÁ como um ecossistema de desenvolvimento a longo prazo. Os objetivos estruturais passam pelo estímulo à produção local, capacitação técnica de profissionais cabo-verdianos por oficinas e masterclasses, e a inclusão de Cabo Verde nas redes internacionais de videodança em África e na diáspora.
A sessão de estreia tem entrada livre, sujeita à reserva de lugares junto do Centro Cultural Português.

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