sexta-feira, 02 outubro 2026

Festival Baía das Gatas: Black Side regressa, Lisandro Cuxi estreia-se e MC Cabelinho encerra

A 42.ª edição do Festival Internacional da Baía das Gatas encerrou, na noite de domingo, 09, com o regresso dos Black Side, a estreia do jovem Lisandro Cuxi e a actuação do rapper brasileiro MC Cabelinho.

 

Os Black Side foram os primeiros a subir ao palco na última noite, num regresso ao Festival da Baía das Gatas depois de vários anos de ausência.

Entre as músicas e as palavras, a plateia respondeu às propostas do grupo, cantou algumas das letras e acompanhou o ritmo, numa actuação que aproximou diferentes gerações ligadas ao hip hop feito em Cabo Verde.

O grupo mostrou a sua versatilidade que sempre o caracterizou interpretando temas como “Oiá pa Povo”, “Black Man”, “África”, “Tcham Vivê”, “Nhas M’Nininha” e “Convivência”, entre outros.

Apesar dos 30 anos de carreira, o público, sobretudo o mais jovem, respondeu em coro a várias das suas canções.

Para o representante dos Black Side, Tó Gomes, o regresso ao festival, dez anos depois, superou as expectativas.

“Voltámos depois de dez anos. Iniciámos este domingo em grande. Estávamos com uma banda de suporte muito boa e foi muito positivo”, afirmou.

Nilton Gomes revelou ainda que o grupo pretende continuar a trabalhar em novos projectos.

“Fizemos um EP depois do projecto ‘Black Já Tchgá’ e agora estamos a tentar trabalhar para fazer mais alguns singles”, disse.

Sobre a mensagem das suas músicas, Nilton Gomes salientou que o grupo procura manter uma intervenção ligada às questões sociais.

“Procuramos sempre focar a nossa lírica e composição para chamar a atenção para problemáticas no país. Procuramos fazer músicas de intervenção social”, sublinhou a mesma fonte que considerou ainda uma honra ter participado na edição deste ano do festival, que homenageou os Tubarões Azuis.

A noite prosseguiu com Lisandro Cuxi, uma estreia no Festival da Baía das Gatas. 

O cantor apresentou uma proposta que cruza pop, R&B e música urbana, passando por diferentes momentos do seu repertório e estabelecendo uma relação directa com a plateia.

Em declarações à imprensa, Lisandro Cuxi disse ter ficado surpreendido com a adesão do público e revelou ter segurado as lágrimas durante a actuação.

“Fiquei chocado com tanta gente e tentei segurar para não chorar no palco. Foi emocionante ver que as pessoas cantavam as minhas músicas. Não estava à espera de ver tanto amor”, declarou o cantor, que afirmou que actuar na Baía das Gatas era um sonho antigo.

O encerramento da 42.ª edição ficou a cargo de MC Cabelinho, que levou ao palco música urbana brasileira, numa mistura de rap, trap e funk.

O rapper apresentou temas do seu repertório perante uma plateia que acompanhou as músicas, respondeu aos refrões e manteve a ligação com o artista ao longo da actuação.

O artista manifestou a sua satisfação por poder cantar no festival e revelou que já tinha interesse em participar em edições anteriores, mas que a presença não chegou a concretizar-se.

Apesar da interação entre o público e os artistas, alguns dos espetáculos foram marcados por problemas de som.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

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