A Ribeira Principal, o Pico d’Antónia e a Ribeira da Calabaceira, na Cidade Velha, estão entre os percursos de natureza mais procurados na ilha de Santiago, num segmento que vem conquistando também a população residente.
O Pico d’Antónia surge igualmente entre as opções referidas pela guia. Com uma altitude de 1.394 metros, o percurso, segundo mesma fonte, proporciona uma caminhada com vista sobre áreas como São Jorge, Picos e outras zonas do interior de Santiago.
Em entrevista à Inforpress, a guia de turismo profissional Nilza Barros, da Associação de Guias de Turismo da Ilha de Santiago, identificou uma crescente procura por caminhadas, tanto entre visitantes estrangeiros como entre cabo-verdianos.
De acordo com a profissional, com quase 40 anos de experiência, o percurso da Ribeira Principal destaca-se por reunir diferentes elementos numa mesma experiência, permitindo ao visitante atravessar zonas montanhosas, conhecer comunidades e observar áreas protegidas.
A caminhada parte da zona da Serra da Malagueta e permite alcançar uma comunidade situada numa área de elevada altitude, proporcionando ainda o contacto com diferentes paisagens do interior da ilha.
O Pico d’Antónia surge igualmente entre as opções referidas pela guia. Com uma altitude de 1.394 metros, o percurso, segundo mesma fonte, proporciona uma caminhada com vista sobre áreas como São Jorge, Picos e outras zonas do interior de Santiago.
Já na zona da Cidade Velha, a Ribeira da Calabaceira combina natureza, formações rochosas e património histórico, com o percurso pelo vale da Ribeira Grande a terminar junto aos monumentos do centro histórico.
Nilza Barros referiu também a existência de outros percursos com potencial, entre os quais o Caminho das Águas, em Rui Vaz, que descreveu como uma caminhada de grande beleza, e zonas da costa de Santiago que, segundo a profissional, permanecem pouco exploradas.
Quanto ao perfil dos visitantes, indicou que franceses e alemães estão entre os estrangeiros que mais procuram caminhadas na ilha, embora tenha identificado uma maior diversidade de nacionalidades nos últimos tempos.
A procura não se limita, contudo, ao mercado externo. Segundo a guia, a população local tem aderido cada vez mais às caminhadas, motivada sobretudo pela procura de “qualidade de vida, exercício físico e pela vontade de conhecer melhor o próprio território”.
“Eu acho que até uma febre de caminhadas está a surgir por esses percursos”, observou Nilza Barros, em relação ao aumento do interesse dos residentes pelas actividades de natureza.
A profissional situou entre os 20 e os 40 anos uma parte significativa das pessoas que actualmente procuram este tipo de actividade, embora tenha indicado que as caminhadas também atraem pessoas de meia-idade e da terceira idade.
Para além do interesse recreativo, a guia entende que o turismo de natureza pode aproximar os visitantes das comunidades locais, sobretudo quando existem iniciativas capazes de integrar alojamento, restauração, guias comunitários e outros serviços.
Nesse sentido, mencionou experiências em São Jorge dos Órgãos e na Ribeira Principal, onde iniciativas locais têm procurado associar as comunidades às actividades turísticas e fazer com que parte das receitas permaneça no território.
Nilza Barros defendeu que Santiago reúne condições para ampliar a oferta de turismo de natureza, desde que os percursos sejam devidamente estruturados e acompanhados por profissionais qualificados.
A diversificação da actividade turística, para a guia, passa por valorizar não apenas os recursos naturais, mas também as comunidades, a história e as experiências que podem ser construídas em torno de cada localidade.
A Semana com Inforpress

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