“Cabo Verde é um Estado oceânico. Cerca de 99,9% do nosso território é mar, e o futuro do país passa por uma gestão sustentável dos recursos marinhos.” A afirmação é do Presidente da República, José Maria Neves, que destaca a importância estratégica dos oceanos para o desenvolvimento do arquipélago, numa altura em que Cabo Verde acolhe a V Conferência da Década do Oceano, que arranca esta quinta-feira, 23 de Julho, na ilha da Boa Vista.
Em entrevista à RFI, o chefe de Estado de Cabo Verde, afirma que “Cabo Verde é um Estado oceânico. Cerca de 99,9% do nosso território é mar, e o futuro do país passa por uma gestão sustentável dos recursos marinhos.”José Maria Neves, sublinha que a economia azul representa uma das principais oportunidades para o futuro do país, através do desenvolvimento de sectores como o turismo, as pescas, os transportes marítimos, a produção de água, além das indústrias farmacêuticas e alimentares ligadas aos recursos marinhos.
O encontro internacional pretende reunir cientistas, decisores políticos, empresários, organizações ambientais e representantes de instituições nacionais e estrangeiras para discutir soluções sustentáveis para os oceanos, sob o lema “Economia Azul: Caminhos Sustentáveis”.
Promovida pela Presidência da República, em parceria com a Câmara Municipal da Boa Vista e várias organizações ambientais e institucionais, a conferência coloca no centro do debate o papel do mar no desenvolvimento económico, social e ambiental de Cabo Verde.
Em entrevista à RFI, o chefe de Estado de Cabo Verde, afirma que “Cabo Verde é um Estado oceânico. Cerca de 99,9% do nosso território é mar, e o futuro do país passa por uma gestão sustentável dos recursos marinhos.”José Maria Neves, sublinha que a economia azul representa uma das principais oportunidades para o futuro do país, através do desenvolvimento de sectores como o turismo, as pescas, os transportes marítimos, a produção de água, além das indústrias farmacêuticas e alimentares ligadas aos recursos marinhos.
Mas o Presidente alerta também para os desafios que ameaçam os ecossistemas oceânicos. Entre as principais preocupações estão o "lixo marinho, sobretudo o plástico que chega às ilhas, a pesca ilegal, a acidificação dos oceanos, a subida do nível do mar e a perda da biodiversidade marinha".
Neste contexto, Cabo Verde tem defendido uma resposta conjunta, nomeadamente através de iniciativas com outros Estados africanos banhados pelo Atlântico, para combater a poluição marinha e promover uma gestão sustentável dos recursos oceânicos.Para o Presidente da República, estas iniciativas têm também um papel fundamental na aproximação entre ciência e decisão política. Investigadores e universidades participam no encontro com estudos e propostas que podem contribuir para a criação de políticas públicas mais eficazes na protecção dos oceanos.
Cabo Verde pretende ainda reforçar o seu papel internacional na agenda oceânica. O chefe de Estado, que é patrono da Aliança da Década do Oceano para o período 2021-2030, defende que a conferência deve contribuir para aumentar a literacia oceânica e promover uma nova relação entre as sociedades e o mar.
A V Conferência da Década do Oceano termina amanhã, sexta-feira, 24 de Julho, na ilha da Boa Vista.
A Semana com RFI






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