segunda-feira, 05 outubro 2026

São Nicolau: Projecto de conservação de tartarugas aposta no 'turtle watching' para sensibilização

A  Associação de Biólogos e Investigadores de Cabo Verde (ABI-CV) está a apostar no turismo de observação ('turtle watching') como principal ferramenta de sensibilização para a protecção e conservação das tartarugas marinhas na ilha de São Nicolau. 

 

Em declarações à Inforpress, a bióloga e responsável pelo projecto Tarsan na ilha, Heidy Medina, destacou a importância de envolver a comunidade local no terreno para acompanhar o trabalho de monitorização durante a época de desova.

“Actualmente temos apostado em levar as pessoas para as nossas principais praias de desova, para que possam ter contacto direto com o trabalho que realizamos para a protecção e conservação das tartarugas marinhas”, explicou.

O Projecto de Conservação das Tartarugas Marinhas na ilha de São Nicolau (Tarsan) arrancou em Junho com acções educativas em jardins-de-infância e escolas, tendo as patrulhas de monitorização nas zonas de nidificação iniciado no decorrer deste mês de Julho.

Segundo a mesma fonte, o programa abrange 16 praias ao longo de toda a ilha de São Nicolau, contando com uma equipa no terreno constituída por nove monitores no município do Tarrafal e quatro na Ribeira Brava. As áreas com maior concentração de desovas incluem os extensos penedos e areais de Boche d’Rotcha, Broco, Praia Grande, Porto Lapa e Carriçal.

Como principais constrangimentos ao sucesso da iniciativa, Heidy Medina apontou a escassez de recursos humanos com formação e experiência na área, bem como a reduzida atractividade destas funções junto da população local.

A responsável alertou ainda para os riscos de segurança enfrentados pelas equipas no terreno, sublinhando que a caça ilegal de tartarugas marinhas continua a ser uma realidade, colocando por vezes em perigo os próprios monitores.

Apesar deste cenário, a bióloga frisou que a captura de tartarugas tem vindo a diminuir nos últimos anos, como reflexo directo do trabalho de sensibilização e patrulhamento.

“As praias mais afectadas pela apanha de tartarugas são as de difícil acesso, onde não conseguimos colocar monitores permanente”, esclareceu Heidy Medina.

A responsável pelo projecto Tarsan na ilha, concluiu com um apelo à população e aos visitantes para evitarem a poluição e o descarte de lixo nas praias, alertando para os impactos graves do lixo no ecossistema marinho e na reprodução da espécie.

 

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Comentários

joão do rosário
28 dias atrás 12 horas atrás

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jcf
30 dias atrás 5 horas atrás

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joão do rosário
1 dias atrás

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