“Se isto não é um golpe de Estado constitucional então não sei o que dizer mais”, observou Simões Pereira.
O líder do parlamento fez estes comentários à saída do hemiciclo guineense depois de os órgãos internos o terem aconselhado a dar por encerrada a sessão plenária que estava a decorrer e que o próprio queria prosseguir.
Domingos Simões Pereira, que se dirigia para fora do edifício, disse que considerava a decisão, nas atuais circunstâncias, “uma subversão da Constituição”.
“A lei fundamental do meu país me diz que a ANP (Assembleia Nacional Popular) não pode ser dissolvida dentro de 12 meses após a sua constituição, independentemente dos argumentos que foram utilizados neste caso, estamos em presença de uma subversão da ordem democrática”, disse.
O político notou ainda que não se pode falar de realização de eleições conforme a lei, 90 dias após a dissolução do parlamento, porque, frisou, a decisão atual não está dentro do quadro legal.
“Todos os guineenses têm a consciência do que está a acontecer e nada vai, de forma alguma, em alinhamento com as normas constitucionais, portanto é esperar para ver”, destacou Domingos Simões Pereira.
O Presidente guineense dissolveu hoje o parlamento na sequência de uma série de acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente a detenção preventiva, pelo Ministério Público, de dois membros do Governo e mais tarde retirados das celas da Polícia Judiciária por soldados da Guarda Nacional.
Os membros do Governo, ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, estão a ser investigados num processo que a oposição diz ser crime de prevaricação e desvio de normas orçamentais ao pagarem uma dívida de cerca de 10 milhões de dólares a um conjunto de 11 empresários.
O Presidente guineense, ao justificar hoje a decisão de dissolver o parlamento, afirmou que se tratava de um caso de corrupção.
Elementos das Forças Armadas atiraram sobre o quartel da Guarda Nacional durante a madrugada de sexta-feira e nas primeiras horas do mesmo dia para retirar os dois governantes daquelas instalações e que devolveram às celas da PJ.
Da ação militar morreram duas pessoas.
O Presidente guineense considerou toda a ação uma tentativa de golpe de Estado, com cumplicidade de políticos, nomeadamente alguns no parlamento. A Semana com Lusa
O presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que a decisão do chefe de Estado de dissolver o órgão é um golpe de Estado constitucional, menos de um ano após a constituição da Assembleia.
“Se isto não é um golpe de Estado constitucional então não sei o que dizer mais”, observou Simões Pereira.
O líder do parlamento fez estes comentários à saída do hemiciclo guineense depois de os órgãos internos o terem aconselhado a dar por encerrada a sessão plenária que estava a decorrer e que o próprio queria prosseguir.
Domingos Simões Pereira, que se dirigia para fora do edifício, disse que considerava a decisão, nas atuais circunstâncias, “uma subversão da Constituição”.
“A lei fundamental do meu país me diz que a ANP (Assembleia Nacional Popular) não pode ser dissolvida dentro de 12 meses após a sua constituição, independentemente dos argumentos que foram utilizados neste caso, estamos em presença de uma subversão da ordem democrática”, disse.
O político notou ainda que não se pode falar de realização de eleições conforme a lei, 90 dias após a dissolução do parlamento, porque, frisou, a decisão atual não está dentro do quadro legal.
“Todos os guineenses têm a consciência do que está a acontecer e nada vai, de forma alguma, em alinhamento com as normas constitucionais, portanto é esperar para ver”, destacou Domingos Simões Pereira.
O Presidente guineense dissolveu hoje o parlamento na sequência de uma série de acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente a detenção preventiva, pelo Ministério Público, de dois membros do Governo e mais tarde retirados das celas da Polícia Judiciária por soldados da Guarda Nacional.
Os membros do Governo, ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, estão a ser investigados num processo que a oposição diz ser crime de prevaricação e desvio de normas orçamentais ao pagarem uma dívida de cerca de 10 milhões de dólares a um conjunto de 11 empresários.
O Presidente guineense, ao justificar hoje a decisão de dissolver o parlamento, afirmou que se tratava de um caso de corrupção.
Elementos das Forças Armadas atiraram sobre o quartel da Guarda Nacional durante a madrugada de sexta-feira e nas primeiras horas do mesmo dia para retirar os dois governantes daquelas instalações e que devolveram às celas da PJ.
Da ação militar morreram duas pessoas.
O Presidente guineense considerou toda a ação uma tentativa de golpe de Estado, com cumplicidade de políticos, nomeadamente alguns no parlamento. A Semana com Lusa
O presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que a decisão do chefe de Estado de dissolver o órgão é um golpe de Estado constitucional, menos de um ano após a constituição da Assembleia.
“Se isto não é um golpe de Estado constitucional então não sei o que dizer mais”, observou Simões Pereira.
O líder do parlamento fez estes comentários à saída do hemiciclo guineense depois de os órgãos internos o terem aconselhado a dar por encerrada a sessão plenária que estava a decorrer e que o próprio queria prosseguir.
Domingos Simões Pereira, que se dirigia para fora do edifício, disse que considerava a decisão, nas atuais circunstâncias, “uma subversão da Constituição”.
“A lei fundamental do meu país me diz que a ANP (Assembleia Nacional Popular) não pode ser dissolvida dentro de 12 meses após a sua constituição, independentemente dos argumentos que foram utilizados neste caso, estamos em presença de uma subversão da ordem democrática”, disse.
O político notou ainda que não se pode falar de realização de eleições conforme a lei, 90 dias após a dissolução do parlamento, porque, frisou, a decisão atual não está dentro do quadro legal.
“Todos os guineenses têm a consciência do que está a acontecer e nada vai, de forma alguma, em alinhamento com as normas constitucionais, portanto é esperar para ver”, destacou Domingos Simões Pereira.
O Presidente guineense dissolveu hoje o parlamento na sequência de uma série de acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente a detenção preventiva, pelo Ministério Público, de dois membros do Governo e mais tarde retirados das celas da Polícia Judiciária por soldados da Guarda Nacional.
Os membros do Governo, ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, estão a ser investigados num processo que a oposição diz ser crime de prevaricação e desvio de normas orçamentais ao pagarem uma dívida de cerca de 10 milhões de dólares a um conjunto de 11 empresários.
O Presidente guineense, ao justificar hoje a decisão de dissolver o parlamento, afirmou que se tratava de um caso de corrupção.
Elementos das Forças Armadas atiraram sobre o quartel da Guarda Nacional durante a madrugada de sexta-feira e nas primeiras horas do mesmo dia para retirar os dois governantes daquelas instalações e que devolveram às celas da PJ.
Da ação militar morreram duas pessoas.
O Presidente guineense considerou toda a ação uma tentativa de golpe de Estado, com cumplicidade de políticos, nomeadamente alguns no parlamento. A Semana com Lusa
O presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que a decisão do chefe de Estado de dissolver o órgão é um golpe de Estado constitucional, menos de um ano após a constituição da Assembleia.
“Se isto não é um golpe de Estado constitucional então não sei o que dizer mais”, observou Simões Pereira.
O líder do parlamento fez estes comentários à saída do hemiciclo guineense depois de os órgãos internos o terem aconselhado a dar por encerrada a sessão plenária que estava a decorrer e que o próprio queria prosseguir.
Domingos Simões Pereira, que se dirigia para fora do edifício, disse que considerava a decisão, nas atuais circunstâncias, “uma subversão da Constituição”.
“A lei fundamental do meu país me diz que a ANP (Assembleia Nacional Popular) não pode ser dissolvida dentro de 12 meses após a sua constituição, independentemente dos argumentos que foram utilizados neste caso, estamos em presença de uma subversão da ordem democrática”, disse.
O político notou ainda que não se pode falar de realização de eleições conforme a lei, 90 dias após a dissolução do parlamento, porque, frisou, a decisão atual não está dentro do quadro legal.
“Todos os guineenses têm a consciência do que está a acontecer e nada vai, de forma alguma, em alinhamento com as normas constitucionais, portanto é esperar para ver”, destacou Domingos Simões Pereira.
O Presidente guineense dissolveu hoje o parlamento na sequência de uma série de acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente a detenção preventiva, pelo Ministério Público, de dois membros do Governo e mais tarde retirados das celas da Polícia Judiciária por soldados da Guarda Nacional.
Os membros do Governo, ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, estão a ser investigados num processo que a oposição diz ser crime de prevaricação e desvio de normas orçamentais ao pagarem uma dívida de cerca de 10 milhões de dólares a um conjunto de 11 empresários.
O Presidente guineense, ao justificar hoje a decisão de dissolver o parlamento, afirmou que se tratava de um caso de corrupção.
Elementos das Forças Armadas atiraram sobre o quartel da Guarda Nacional durante a madrugada de sexta-feira e nas primeiras horas do mesmo dia para retirar os dois governantes daquelas instalações e que devolveram às celas da PJ.
Da ação militar morreram duas pessoas.
O Presidente guineense considerou toda a ação uma tentativa de golpe de Estado, com cumplicidade de políticos, nomeadamente alguns no parlamento. A Semana com Lusa
O presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que a decisão do chefe de Estado de dissolver o órgão é um golpe de Estado constitucional, menos de um ano após a constituição da Assembleia.
“Se isto não é um golpe de Estado constitucional então não sei o que dizer mais”, observou Simões Pereira.
O líder do parlamento fez estes comentários à saída do hemiciclo guineense depois de os órgãos internos o terem aconselhado a dar por encerrada a sessão plenária que estava a decorrer e que o próprio queria prosseguir.
Domingos Simões Pereira, que se dirigia para fora do edifício, disse que considerava a decisão, nas atuais circunstâncias, “uma subversão da Constituição”.
“A lei fundamental do meu país me diz que a ANP (Assembleia Nacional Popular) não pode ser dissolvida dentro de 12 meses após a sua constituição, independentemente dos argumentos que foram utilizados neste caso, estamos em presença de uma subversão da ordem democrática”, disse.
O político notou ainda que não se pode falar de realização de eleições conforme a lei, 90 dias após a dissolução do parlamento, porque, frisou, a decisão atual não está dentro do quadro legal.
“Todos os guineenses têm a consciência do que está a acontecer e nada vai, de forma alguma, em alinhamento com as normas constitucionais, portanto é esperar para ver”, destacou Domingos Simões Pereira.
O Presidente guineense dissolveu hoje o parlamento na sequência de uma série de acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente a detenção preventiva, pelo Ministério Público, de dois membros do Governo e mais tarde retirados das celas da Polícia Judiciária por soldados da Guarda Nacional.
Os membros do Governo, ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, estão a ser investigados num processo que a oposição diz ser crime de prevaricação e desvio de normas orçamentais ao pagarem uma dívida de cerca de 10 milhões de dólares a um conjunto de 11 empresários.
O Presidente guineense, ao justificar hoje a decisão de dissolver o parlamento, afirmou que se tratava de um caso de corrupção.
Elementos das Forças Armadas atiraram sobre o quartel da Guarda Nacional durante a madrugada de sexta-feira e nas primeiras horas do mesmo dia para retirar os dois governantes daquelas instalações e que devolveram às celas da PJ.
Da ação militar morreram duas pessoas.
O Presidente guineense considerou toda a ação uma tentativa de golpe de Estado, com cumplicidade de políticos, nomeadamente alguns no parlamento. A Semana com Lusa
O presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que a decisão do chefe de Estado de dissolver o órgão é um golpe de Estado constitucional, menos de um ano após a constituição da Assembleia.
“Se isto não é um golpe de Estado constitucional então não sei o que dizer mais”, observou Simões Pereira.
O líder do parlamento fez estes comentários à saída do hemiciclo guineense depois de os órgãos internos o terem aconselhado a dar por encerrada a sessão plenária que estava a decorrer e que o próprio queria prosseguir.
Domingos Simões Pereira, que se dirigia para fora do edifício, disse que considerava a decisão, nas atuais circunstâncias, “uma subversão da Constituição”.
“A lei fundamental do meu país me diz que a ANP (Assembleia Nacional Popular) não pode ser dissolvida dentro de 12 meses após a sua constituição, independentemente dos argumentos que foram utilizados neste caso, estamos em presença de uma subversão da ordem democrática”, disse.
O político notou ainda que não se pode falar de realização de eleições conforme a lei, 90 dias após a dissolução do parlamento, porque, frisou, a decisão atual não está dentro do quadro legal.
“Todos os guineenses têm a consciência do que está a acontecer e nada vai, de forma alguma, em alinhamento com as normas constitucionais, portanto é esperar para ver”, destacou Domingos Simões Pereira.
O Presidente guineense dissolveu hoje o parlamento na sequência de uma série de acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente a detenção preventiva, pelo Ministério Público, de dois membros do Governo e mais tarde retirados das celas da Polícia Judiciária por soldados da Guarda Nacional.
Os membros do Governo, ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, estão a ser investigados num processo que a oposição diz ser crime de prevaricação e desvio de normas orçamentais ao pagarem uma dívida de cerca de 10 milhões de dólares a um conjunto de 11 empresários.
O Presidente guineense, ao justificar hoje a decisão de dissolver o parlamento, afirmou que se tratava de um caso de corrupção.
Elementos das Forças Armadas atiraram sobre o quartel da Guarda Nacional durante a madrugada de sexta-feira e nas primeiras horas do mesmo dia para retirar os dois governantes daquelas instalações e que devolveram às celas da PJ.
Da ação militar morreram duas pessoas.
O Presidente guineense considerou toda a ação uma tentativa de golpe de Estado, com cumplicidade de políticos, nomeadamente alguns no parlamento. A Semana com Lusa
- Alírio de Pina
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O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, lamentou hoje o espancamento do deputado Farid Fadul, vulgo Cuca, alegadamente por militares do palácio da República, mas esclareceu que aquele estava de facto a filmar aquelas instalações.
Sissoco Embaló comentou este assunto à margem de uma visita que realizou à avenida Amílcar Cabral, onde, na quinta-feira, irá presidir às festividades para marcar o 50º aniversário da independência do país.
O Presidente guineense disse que pelas imagens que viu hoje e feitas pelo drone do deputado Cuca Fadul, do Partido da Renovação Social (PRS), no Governo, o aparelho estava a 300 pés por cima do palácio da República.
Normalmente, elementos do corpo de segurança proíbem as filmagens naquele edifício na praça dos Heróis Nacionais, no centro de Bissau.
O deputado disse, em conferência de imprensa, na segunda-feira, que foi espancado na noite de sábado por homens que o próprio disse serem do palácio da presidência da República quando estava a filmar a avenida Amílcar Cabral através de um drone.
Umaro Sissoco Embalo disse ter falado hoje pessoalmente com Cuca Fadul, filho do ex-primeiro-ministro guineense, Francisco Fadul, a quem transmitiu que lamentava toda a situação que classificou de um “lamentável incidente”.
“Lamentamos o que aconteceu com o deputado, que é inaceitável com qualquer outro cidadão. Se algo de anormal ocorrer que a pessoa seja conduzida à polícia”, defendeu o chefe de Estado guineense.
Umaro Sissoco Embalo também condenou o que classificou de “aproveitamento político” de alguns dirigentes do país ao mesmo tempo que afirmou que os autores do espancamento ao deputado estão detidos.
Quanto à acusação do PRS em como o deputado foi espancado e levado ao palácio da República por agentes de segurança daquela instituição, Sissoco Embalo disse que não corresponde à verdade.
“Ele foi levado para o palácio pelos agentes da polícia, quando estava a ser procurado por militares do palácio”, esclareceu Embalo que enaltece o facto de o próprio deputado ilibar o Presidente de qualquer responsabilidade pelo sucedido.
A Semana com Lusa
- Any Gomes
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Uma equipa de biólogos está a investigar se uma biotoxina gerada pelas altas temperaturas na região amazónica do Brasil causou a morte de 120 golfinhos de duas espécies ameaçadas de extinção nas últimas semanas.
A morte dos 120 golfinhos é o pior evento do género em pelo menos três décadas.
A oceanógrafa Miriam Marmontel, líder dos pesquisadores de mamíferos aquáticos do Instituto Mamirauá de Desenvolvimento Sustentável, disse à agência espanhola Efe que a onda de calor que assola a Amazónia elevou a temperatura da água do Lago de Tefé oito graus acima da máxima normal e que isso teve um papel decisivo na morte dos golfinhos, pois pode ter causado hipertermia.
No entanto, a especialista disse que essas altas temperaturas poderiam ter, por sua vez, "exacerbado" alguma substância tóxica na água que enfraqueceu ainda mais os golfinhos e os impediu de nadar até ao rio que alimenta o lago para se salvarem.
"Esta é outra linha de investigação e explicaria porque é que os golfinhos não abandonaram o lago. A combinação de altas temperaturas e biotoxinas pode ter causado a morte", considerou.
A equipa de biólogos coordenada por Marmontel está a trabalhar para retirar as últimas carcaças de golfinhos do lago, fazer necrópsias e enviar as amostras para laboratórios do sul do país, pelo que esperam receber os primeiros resultados até ao final da semana.
A especialista, que não se lembra de um evento dessa magnitude nos seus 30 anos de carreira na região, estimou que os animais mortos, das espécies boto-cor-de-rosa e tucuxi, representam pouco menos de 10% da população do lago.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, vinculado ao Governo Federal, teme que episódios como este se repitam durante o que resta da estação seca da Amazónia, que costuma chegar ao máximo em meados de outubro, mas que as mudanças climáticas ameaçam prolongar.
Para tentar evitar mais mortes, a equipa de biólogos do centro está a considerar a possibilidade de recolocar os golfinhos no rio Solimões, como é conhecido no Brasil este troço do rio Amazonas, mas essa solução seria complicada caso seja detetada a presença de uma substância tóxica.
"Se os golfinhos forem expostos a uma doença infecciosa gerada pelo calor, o problema seria muito mais grave", disse Marmontel.
A Semana com Lusa
- Any Gomes
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Pequim aconselhou hoje as Filipinas a evitarem provocações no Mar do Sul da China, após a retirada pela guarda costeira filipina de uma barreira flutuante, instalada pela China perto de um recife disputado.
Um dispositivo flutuante de 300 metros de comprimento foi descoberto na semana passada, na entrada do recife de Scarborough, cujo controlo a China assumiu em 2012, apesar de ser reivindicado pelas Filipinas.
O dispositivo bloqueou o acesso ao recife em forma de atol, com águas rasas, ricas em recursos pesqueiros.
A Guarda Costeira Filipina anunciou, na segunda-feira, o seu desmantelamento, “de acordo com as instruções do Presidente”.
O porta-voz da diplomacia chinesa Wang Wenbin criticou hoje o “chamado comunicado de imprensa" das Filipinas.
“A China defende firmemente a sua soberania e os seus direitos e interesses na Ilha Huangyan (nome chinês para o recife de Scarborough)”, disse o porta-voz. “Aconselhamos as Filipinas a não fazerem provocações ou criarem distúrbios”, advertiu.
O recife de Scarborough fica a 240 quilómetros a oeste da ilha principal das Filipinas, Luzon, e a quase 900 quilómetros da ilha chinesa de Hainan, no extremo sul da China.
“A barreira representava um perigo para a navegação e uma clara violação do Direito internacional”, afirmou a Guarda Costeira filipina, através de um vídeo difundido na segunda-feira.
No vídeo, um homem surge a romper com uma faca uma corda presa a bóias brancas.
O conselheiro de Segurança Nacional das Filipinas, Eduardo Ano, disse anteriormente que Manila tomaria “todas as medidas apropriadas” para garantir a remoção da barreira.
Pequim reivindica a quase totalidade do mar do sul da China, um espaço marítimo alegadamente rico em reservas de gás e de petróleo e estratégico para o comércio e segurança.
Nos últimos anos, Pequim construiu naquelas águas ilhas artificiais capazes de receberem instalações militares, apesar dos protestos do Vietname, Filipinas, Brunei, Taiwan e Malásia, que também têm reivindicações na região.
Ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, à qual a China aderiu, os países têm o direito soberano de explorar os recursos naturais num raio de cerca de 200 milhas (370 km) da sua costa marítima.
Em 2013, as Filipinas iniciaram um processo de arbitragem internacional contra a China. O Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia decidiu a favor de Manila em 2016, afirmando que “não havia base legal para a China reivindicar direitos históricos” sobre a maior parte deste mar e dos seus recursos.
Pequim recusou-se a participar no processo e ignorou a decisão.
A Semana com Lusa
- Any Gomes
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Portugal vai realizar uma ação de promoção turística de Portugal na China entre abril e maio do próximo ano, anunciou hoje o secretário de Estado de Turismo, Comércio e Serviços.
Nuno Fazenda indicou que o objetivo daquela ação é "gerar maior notoriedade de Portugal na China", estando previsto que decorra em "algumas das principais cidades chinesas, nomeadamente em Pequim, Xangai, Chengdu, Cantão e nas regiões de Macau e Hong Kong".
Além deste ’roadshow’, o Governo português vai reforçar a presença na ITB, feira da indústria do turismo dedicada exclusivamente ao mercado chinês, em Xangai, com "o envolvimento de associações e empresas", nas redes sociais e "tudo isto com um propósito: aumentar a notoriedade de Portugal, enquanto destino turístico, naquele que é o principal mercado emissor de turistas a nível mundial", disse o secretário de Estado em conferência de imprensa.
Antes do início da pandemia da covid-19, a China era "o principal mercado emissor de turistas" e tem "um enorme potencial de crescimento do turismo na Europa e por conseguinte em Portugal", acrescentou.
Portugal quer marcar "mais presença, maiores contactos com operadores turísticos, maiores contactos com as autoridades oficiais", bem como lançar iniciativas, "reativar e concretizar o protocolo de cooperação entre matéria de formação turística" com o Instituto de Formação Turística de Macau, e "no fim do dia, reforçar a cooperação bilateral entre Portugal e China" e também com Macau.
O responsável português vai ainda participar no Fórum Global de Economia e Turismo (Global Tourism Economic Forum), a decorrer até sábado, em Macau, onde Portugal pretende "partilhar conhecimento, experiência e aquele que é também um dos destinos mais competitivos do mundo" e com "uma estratégia muito clara de sustentabilidade", mas também "aprender com realidades turísticas internacionais", afirmou.
Já na China, Nuno Fazenda vai firmar três contratos com operadores turísticos chineses para campanhas de promoção turística de Portugal.
A Semana com Lusa
- Any Gomes
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Uma equipa médica do Hospital Américo Boavida (HAB) de Luanda, Angola, foi suspensa por alegada negligência médica, após a morte de um jovem de 25 anos, à entrada do hospital, por falta de assistência médica, foi hoje anunciado.
A direção do HAB informa, em comunicado, que deu de imediato conta da ocorrência, registada na terça-feira na zona adjacente à unidade hospitalar, ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), por suposta negligência da equipa médica em serviço.
Imagens que circulam nas redes sociais, mostram o cadáver do jovem no chão na parte externa do HAB, localizado no Distrito Urbano do Rangel.
Na mesma nota, a direção do Hospital Américo Boavida reitera igualmente o “compromisso inalienável com a ética, deontologia e humanização dos serviços”.
A Lusa contactou o Sindicato Nacional dos Médicos Angolanos que remeteu uma reação para mais tarde.
A Semana com Lusa
- Any Gomes
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A China vai deixar de exigir a partir de quarta-feira um teste negativo para a covid-19 aos viajantes que chegam do exterior, anunciou hoje fonte do Governo chinês.
A medida inclui ambos os testes antígeno e de ácido nucleico, esclareceu o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do país asiático, Wang Wenbin.
Com este anúncio, desmonta-se um dos últimos vestígios da política de ‘zero casos’ de covid-19, embora, nos últimos meses, as autoridades alfandegárias tenham deixado já de verificar os resultados dos testes a quem chegava ao país. As companhias aéreas deixaram também de pedir teste no embarque.
A China aboliu, em dezembro passado, a política de zero casos de covid-19, que incluía o bloqueio de cidades, durante semanas ou meses consecutivos, sempre que era detetado um surto, e a imposição de um período de quarentena até 21 dias a quem chegava do exterior, em hotéis designados pelo governo.
As restrições resultaram no abrandamento da atividade na segunda maior economia do mundo e acabaram por ser desmanteladas, após raros protestos ocorridos em várias cidades do país.
Um estudo financiado pelo governo dos EUA este mês apurou que o desmantelamento abrupto da estratégia pode ter levado a quase dois milhões de mortes em excesso, nos dois meses seguintes. Este número excede em muito as estimativas oficiais de 60.000 mortes, difundido um mês após o levantamento das restrições.
Em janeiro, o país retirou os requisitos de quarentena para quem chega do estrangeiro e, nos últimos meses, expandiu gradualmente a lista de países para os quais as agências de viagem chinesas podem organizar visitas em grupo e aumentou o número de voos internacionais.
Este mês, a China incluiu a Guiné Equatorial, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe, países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), num terceiro lote de destinos para onde vai permitir viagens de turismo em grupo.
Portugal foi incluído num lote anterior, em março passado, assim como Brasil, França ou Espanha.
A Semana com Lusa
- Any Gomes
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O presidente da UNITA afirmou hoje que “há provas de que é necessário corrigir mandatos”, garantindo que qualquer posição do partido relativamente ao resultado das eleições angolanas será formalmente provada.
“Há provas de que é necessário corrigir mandatos, mas não terminámos a contagem. Nesta matéria temos de estar tranquilos, não devemos tomar posições em nada que não seja provado. Tudo o que viermos a fazer será formalmente provado, esperamos o mesmo das instituições e do MPLA”, disse Adalberto Costa Júnior aos jornalistas, à saída do funeral do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, hoje em Luanda.
Segundo o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), foram formalizadas nas comissões provinciais eleitorais reclamações nos casos em que “os resultados não estão conforme”.
“Penso que é em função disso que ontem o porta-voz da CNE afirmou que iriam rever os mandatos”, continuou.
No sábado, o porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) declarou ao jornalista que estavam a ser analisados os relatórios sobre votos reclamados ao nível das comissões provinciais eleitorais e só depois de todas as informações haveria resultados definitivos.
“É sempre possível que, em função da magnitude do número de votos reclamados possam ocorrer algumas alterações”, salientou.
A UNITA contestou na sexta-feira uma possível vitória do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e está a desenvolver uma contagem de votos paralela, com base nas atas síntese provenientes das 18 províncias do país.
“Estamos a trabalhar com atas da CNE, a CNE pode recusar eventualmente a revisão dos mandatos, mas não me parece que o vá fazer”, frisou o líder da UNITA, assinalando que o porta-voz da CNE afirmou que iriam verificar e assumir eventual correção dos mandatos.
“Os dados que nós temos atribuem-nos muito mais mandatos e esses obviamente vão ser retirados ao MPLA, a nossa cotagem não terminou”, sublinhou, lembrando que os dados conhecidos até agora são os dados da CNE.
“Estamos tranquilos, a fazer o que temos de fazer e só podemos esperar que seja escrupulosamente respeitado o voto depositado nas urnas”, salientou o dirigente.
Adalberto Costa Júnior afirmou ainda que se vai conformar com os resultados das atas.
“A partir da altura em que aceitamos participar no jogo vamos ter de nos conformar com o que as atas nos indicarem, vamos ter de cingir-nos aos resultados que as atas nos conferirem”, garantiu.
Segundo dados divulgados pela CNE, quando estavam escrutinados 97,03% dos votos das eleições realizadas na passada quarta-feira, o MPLA, no poder desde 1975, obteve 3.162.801 votos, menos um milhão de boletins escrutinados do que em 2017, quando obteve 4.115.302 votos.
Já a UNITA registou uma grande subida, elegendo deputados em 17 das 18 províncias e obtendo uma vitória histórica em Luanda, a maior província do país, conseguindo até ao momento 2.727.885 votos, enquanto em 2017 obteve 1.800.860 boletins favoráveis.
No entanto, o líder da UNITA contestou na sexta-feira a vitória do MPLA e pediu uma comissão internacional para comparar as atas eleitorais na posse do partido com as da CNE. A Semana com Lusa
- Alírio de Pina
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O antigo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva confirmou hoje que vai participar, no domingo, no primeiro debate da campanha para as eleições presidenciais de outubro, depois de vários dias de incertezas quanto à sua presença.
“Vemo-nos na Band [Rede Bandeirantes], amanhã, às 21:00” locais (01:00 de segunda-feira em Lisboa), escreveu Lula da Silva na rede social Tweeter.
O principal adversário, o presidente Jair Bolsonaro, ainda não confirmou a participação.
O debate, organizado por órgãos de comunicação social brasileiros, entre os quais a Rede Bandeirantes e o jornal Folha de São Paulo, é o primeiro da campanha para as presidenciais de 02 de outubro.
Bolsonaro disse sexta-feira que deverá estar presente no debate, mas frisou que a decisão final ainda não está tomada.
"Ainda estou a decidir", disse Bolsonaro na sexta-feira.
"A certa altura, eu achava que não devia ir. Agora acho que devo. Vou levar um tiro, vão disparar contra mim o tempo todo, mas acho que minha estratégia vai dar certo", disse em entrevista à rádio Jovem Pan.
Questionada hoje pela AFP no sábado, a assessoria de Bolsonaro não confirmou a sua presença no debate.
Os dois candidatos foram entrevistados em separado esta semana no telejornal da TV Globo, tendo analistas políticos considerado que Lula da Silva esteve melhor do que Bolsonaro.
As eleições presidenciais estão marcadas para 02 de outubro, com possibilidade de uma segunda volta, caso seja necessária, no dia 30 do mesmo mês.
Lula da Silva lidera as sondagens para as presidenciais (47%), seguido por Bolsonaro (32%), também segundo o Instituto Datafolha.
Ao todo, 12 candidatos disputam as presidenciais: Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, Luís Felipe D’Ávila, Soraya Tronicke, Roberto Jefferson, Pablo Marçal, Eymael, Leonardo Pericles, Sofia Manzano e Vera Lúcia. A Semana com Lusa
- Alírio de Pina
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Krishna está desde 1986 preso nos Estados Unidos acusado de dois homicídios que ele nega e atribui a Pablo Escobar. "Como lido com isto? Não lido, é uma tristeza. Tenho o meu marido preso há 36 anos, primeiro no corredor da morte, agora com pena perpétua". Por um crime que, Marita sabe, ele não cometeu. "E com a Covid-19 nem consegui visitá-lo. Tive de me contentar com telefonemas de cinco minutos".
Segundo o Diário de Notícias com base na entrevista este mês à portuguesa Marita, o britânico Krishna Maharaj, nascido em Trinidad e Tobago e de etnia indiana, cumpre pena perpétua — a primeira condenação foi à morte, mas depois de vários apelos foi alterada — pelo assassínio dos empresários jamaicano-chineses Derrick Moo Young e o seu filho Duane, na Flórida em dezembro de 1986.
"Erro épico da justiça". Kris foi em 1987, aos 47 anos, condenado à pena de morte, apesar de a sua equipa de defesa alegar inconsistência na acusação. Kris afirma ter-se encontrado com os sócios no quarto do Dupont Plaza Hotel de Miami onde foram encontrados mortos, mas que estava longe na hora que a perícia indicou ser a da morte.
A defesa empreendida durante décadas "em busca da justiça" — entre insucessos e vitórias, como a que em 1997 reduziu a pena capital para prisão perpétua — consumiu toda a fortuna multimilionária de Maharaj.
Pablo Escobar envolvido? Em 14 de novembro de 2014, um ex-agente da agência antidroga dos EUA surgiu a dizer que um assassino a soldo do cartel de Medellín tinha cometido o duplo homicídio ordenado por Pablo Escobar, o traficante colombiano fundador e líder do cartel (abatido pela Polícia Nacional da Colômbia em 1993).
O tribunal da Flórida reconheceu, a 4 de abril de 2017, que as testemunhas tinham apresentado "relatos convincentes" que poderiam confirmar a hipótese de o cartel estar envolvido na morte de Derrick e Duane Moo Young e que Maharaj estaria, nessa altura, a 40 quilómetros do local do duplo assassínio.
Apesar destas declarações, mais ninguém foi detido. Diz Marita: "Claro que não detiveram mais ninguém. Qualquer um que veja o caso saberá que ele é inocente e percebe quem fez isto, já que seis narcos [membros do cartel de Medellín] admitiram que o cartel atuou neste caso. Até o infame Pablo Escobar se gabou de ter ordenado os assassínios", lamenta no email ao DN.
Advogado benévolo
Sem dinheiro, Kris tem a defendê-lo pro bono a ong Reprieve fundada pelo advogado britânico Clive Stafford Smith, conhecido por defender diversos presos na Baía de Guantánamo, hoje libertados.
Foi este advogado agora a residir na Flórida que conseguiu que a pena de "morte" de Kris passasse para "perpétua".
Um livro e um documentário
Nestes 36 anos, Marita tem lutado para não deixar esquecer o processo do homem que conheceu em Londres na década de 1970, como contou ao DN em respostas por escrito.
Além de entrevistas que Marita foi dando ao longo dos anos, conseguiu com o apoio da Reprieve a edição de um livro — Injustice, Life and Death in the Courtrooms of America — e de um documentário Kris Maharaj: Murder in Miami.
"Inocente, mas não chega para o libertar"?!
Em 13 de setembro de 2019, a Magistrada Federal Alicia M. Otazo-Reyes pronunciou-se sobre o caso: "As provas tornam claro que o requerente é inocente e que nenhum júri razoável o condenaria. Porém isto não é suficiente para o libertar".
Fontes: BBC/DN/Reprieve.org/The Guardian/Miami Herald/... Fotos: Marita e Krishna em Londres em 1973. Na Flórida em 2022.
- Alírio de Pina
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O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, disse hoje em Luanda esperar que em Angola haja condições “para que as liberdades, as garantias e os direitos dos cidadãos sejam respeitados e que a democracia faça o seu caminho”.
José Maria Neves, que falava aos jornalistas à saída de um encontro com o seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentou esperar que a democracia em Angola garanta “políticas públicas voltadas para resolução dos problemas das pessoas”.
Questionado sobre se Angola está também a caminho de praticar a alternância democrática, como tem sucedido em Cabo Verde, José Maria Neves preferiu destacar as diferenças entre os dois países.
“Os países são diferentes. As realidades sociopolíticas são mais ou menos complexas, a realidade angolana, tendo vivido a guerra civil e conflitos internos, está num processo de consolidação das suas instituições democráticas e económicas e espero que as instituições se consolidem, que a democracia e o Estado de Direito também se afirmem”, disse.
“E que gradualmente tenhamos aqui condições para que as liberdades, as garantias e os direitos dos cidadãos sejam respeitados e que a democracia faça o seu caminho e que haja políticas públicas voltadas para a resolução dos problemas das pessoas”, acrescentou.
Sobre José Eduardo dos Santos, cujas cerimónias fúnebres se concluem neste domingo, com a presença de 21 chefes de Estado, e pretexto para a sua estada em Luanda, o Presidente cabo-verdiano destacou o falecido líder angolano.
“José Eduardo dos Santos foi um grande líder africano. Desempenhou um papel importante na transformação geopolítica da África Austral, democratização e o fim do ‘apartheid’ na África do Sul, mas também a Independência da Namíbia. Há todo o complexo processo de negociação nos Grandes Lagos de África”, salientou.
José Maria Neves destacou ainda o papel “muito importante” de José Eduardo dos Santos “na consolidação dos países africanos de expressão portuguesa. Mais do que isso aqui em Angola teve um papel importante na consolidação da paz, na garantia da integridade territorial de Angola, que foi um elemento extremamente importante”.
“Portanto, José Eduardo dos Santos é uma referência importante aqui da África e sobretudo de Angola”, concluiu.
Segundo dados divulgados pela CNE, quando estavam escrutinados 97,03% dos votos das eleições realizadas na passada quarta-feira, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) obteve 3.162.801 votos, menos um milhão de boletins escrutinados do que em 2017, quando obteve 4.115.302 votos.
Já a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) registou uma grande subida, elegendo deputados em 17 das 18 províncias e obtendo uma vitória histórica em Luanda, a maior província do país, conseguindo até ao momento 2.727.885 votos, enquanto em 2017 obteve 1.800.860 boletins favoráveis.
No entanto, o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, contestou na sexta-feira a vitória do MPLA e pediu uma comissão internacional para comparar as atas eleitorais na posse do partido com as da CNE. A Semana com Lusa
- Alírio de Pina
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O ministro das Relações Exteriores angolano, Téte Antonio assinalou hoje o impacto internacional da ação do ex-presidente José Eduardo dos Santos, recordando em particular acontecimentos como a batalha de Cuito Cuanavale.
“É um dia triste e de consternação para a classe diplomática”, disse, segundo a Lusa, o ministro com a pasta da diplomacia, durante as cerimónias fúnebres que se iniciaram esta manhã, e em que recordou o papel de José Eduardo dos Santos nesta área, já que foi o primeiro-ministro das Relações Exteriores de Angola no pós-independência.
As exéquias vão contar no domingo com 21 delegações estrangeiras incluindo vários chefes de estado que já começaram a chegar a Angola incluindo o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, e os presidente de Cabo Verde, da Guine Bissau e Portugal, além de outros países africanos.
Uma presença que “Angola agradece por que é nos momentos difíceis que conhece os seus amigos”, realçou Téte Antonio.
Conforme a mesma fonte, o ministro apontou eventos marcantes que se passaram em Angola e nos quais José Eduardo dos Santos teve um papel de relevo, recordando acontecimentos como a batalha de Cuito Cuanavale “que, na verdade, foi uma viragem na África austral e no mundo”.
Para Téte António, José Eduardo dos Santos, foi a pessoa que levou Angola ao reconhecimento da comunidade internacional, numa presidência internacional que ficou marcada pelo papel “que teve na nossa própria região e pacificação da região”, bem como “no acompanhamento das lutas mais difíceis” que se passaram na África Austral como independência da Namíbia e fim do ’apartheid’ na África do Sul.
“Podemos citar muitos feitos”, declarou, salientando que o ex-chefe de Estado, marcou as relações internacionais na política mundial, conclui a Lusa.
- Alírio de Pina
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As cerimônias fúnebres do ex-presidente de Angola José Eduardo dos Santos, que governou o país de 1979 a 2017, começam hoje em Luanda e concluem-se no domingo, dia em que completaria 80 anos.
Segundo a Lusa, o corpo do antigo chefe de Estado, que morreu em 08 de julho em Barcelona, Espanha, chegou a Angola há uma semana, em 20 de agosto, após um litígio judicial entre duas fações da família Dos Santos.
A cerimónia oficial de Estado começou na sexta-feira, dois dias após as eleições gerais. Segundo os resultados provisórios, ganhou o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), mas a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), na oposição, não reconhece a vitória.
Hoje de manhã, a urna sairá da antiga residência oficial de José Eduardo dos Santos (Miramar) em cortejo fúnebre para a Praça da República.
No domingo, haverá honras militares num programa que inclui música lírica, leitura de mensagens do Estado angolano e da família, do MPLA, da Fundação José Eduardo Santos e leitura do elogio fúnebre, bem como um culto ecuménico, acompanhado de grupos corais.
Conforme ainda a Lusa, após um momento de saudação e deposição de coroa de flores por parte do Presidente angolano, segue-se a saída da urna com honras militares e início do cortejo fúnebre para o jazigo onde haverá uma cerimónia restrita, com representantes de governos estrangeiros.
Entre os convidados estão 21 delegações de alto nível, incluindo os Presidentes de Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, República do Congo, Zimbabué e África do Sul, bem como representantes de Ruanda, Guiné Equatorial, Gabão, Namíbia, Timor-Leste e Zâmbia.
O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa está em Luanda, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, refere a fonte deste jornal.
- Alírio de Pina
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O chefe do Governo de Macau disse esta sexta-feira esperar “ataques maliciosos” para tentar “dificultar ou até destruir” a revisão da lei da segurança nacional da China, que está em consulta pública até 05 de outubro.
Durante a primeira sessão de consulta pública, Ho Iat Seng defendeu que as autoridades aceitam “todas as opiniões, desde que sejam manifestadas de forma racional, sejam a favor ou contra”.
No entanto, acrescentou não afastar "a hipótese da criação artificial de crises” em torno da revisão legislativa, incluindo “ataques maliciosos e informações fictícias” por parte de “alguns indivíduos tendenciosos”.
“Precisamos de nos manter em alerta”, disse Ho Iat Seng, perante cerca de 210 representantes políticos e jurídicos, incluindo deputados na Assembleia Popular Nacional, órgão legislativo chinês, e no Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, o principal órgão consultivo político da China.
Também o presidente da Associação Geral dos Chineses Ultramarinos, Chan Hio Peng, disse esperar que “muitos indivíduos, para travar o desenvolvimento do país e da cidade, se vão pronunciar negativamente” sobre a revisão.
O deputado Wu Chou Kit apelou a maior regulação sobre o equipamento de telecomunicação – incluindo telemóveis e outros aparelhos – fabricado no estrangeiro, “utilizado pelo Governo e pelas famílias de Macau”.
“Equipamento estrangeiro pode ter uma ‘porta traseira’ que coloque em risco a segurança do Estado”, defendeu o também presidente da Associação de Engenheiros de Macau.
Durante a sessão, que durou menos de duas horas, todos os intervenientes demonstraram apoio à revisão.
Não houve até ao momento qualquer acusação ao abrigo da atual lei, aprovada em 2009, que tornou crimes atos de traição, secessão, sedição e subversão.
A revisão pretende punir os crimes contra a segurança nacional da China cometidos no exterior, abrangendo não apenas os residentes, trabalhadores migrantes e turistas em Macau, mas também estrangeiros.
Na segunda-feira, questionado sobre a eurodeputada portuguesa Isabel Santos, que em 2021 introduziu na nova estratégia UE-China uma “referência às violações, em Macau, dos direitos, liberdades e garantias inscritos na Declaração Conjunta Luso-Chinesa” de 1987, o secretário para a Segurança disse não conhecer o caso.
Ainda assim, Wong Sio Chak acrescentou não descartar a possibilidade de realizar julgamentos à revelia de estrangeiros que cometam crimes contra a segurança da China, cuja eventual extradição dependeria dos laços jurídicos de Macau com a jurisdição em questão.
Macau e Portugal assinaram em 2019 um acordo relativo à entrega de infratores em fuga, cuja legalidade penal foi posta em causa pela Ordem dos Advogados portugueses. O protocolo continua sem entrar em vigor, uma vez que não foi aprovado pela Assembleia da República.
A Semana com Lusa
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Três homens armados mataram na tarde de quarta-feira um membro de uma milícia e incendiaram 30 casas, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, disseram hoje à Lusa várias fontes locais.
Segundo escreve Lusa, Três homens armados mataram na tarde de quarta-feira um membro de uma milícia e incendiaram 30 casas, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, disseram hoje à Lusa várias fontes locais.
“Eram três homens, todos encapuzados, desconfiamos que sejam terroristas, porque quando entraram [na aldeia], começaram a disparar e atingiram um membro da força local, que morreu no local”, disse uma fonte, que pediu para não ser indentificada.
A vítima foi morta quando fazia uma patrulha no âmbito do combate aos grupos armados que aterrorizam distritos da província de Cabo Delgado desde outubro de 2017.
O ataque aconteceu na comunidade de Nova Família, no sul do distrito de Muidumbe, afirmaram populares, cita a mesma fonte.
Além de matarem o membro da força local, como é conhecida a milícia que apoia as forças governamentais na guerra contra os rebeldes em Cabo Delgado, os insurgentes queimaram 30 casas predominantemente feitas à base de capim, relatou uma outra fonte.
Um miliciano afirmou à Lusa que a segurança foi reforçada na comunidade de Nova Família, após a incursão dos homens armados.
A província moçambicana de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017, por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
Há 748 deslocados internos, devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional da Migração (OIM), e 4000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos, ACLED.
Desde julho, explica Lusa, uma ofensiva das tropas governamentais com apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade do Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques, noutros distritos usados como passagem ou refúgio temporário.
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Os Estados Unidos felicitaram hoje o povo angolano pela ampla participação nas eleições gerais de Angola, destacando que esperam continuar a trabalhar em conjunto para uma “governação transparente e democrática”.
“Esperamos que os resultados reflitam a voz de todos os Angolanos. Estamos ansiosos para trabalhar juntos no caminho para uma governação transparente e democrática e por uma Angola mais segura, com mais segurança e próspera para todos”, realça hoje em comunicado o departamento de Estado dos Estados Unidos, citado pela Lusa.
Na nota, o departamento sublinha que os Estados Unidos continuam a “trabalhar para fortalecer as democracias e promover o respeito pelos direitos humanos em Angola e em todo o mundo”.
“Esperamos que, independentemente do resultado, a parte vencedora dê oportunidade às diversas perspetivas de serem ouvidas, a fim de desenvolver um futuro seguro, próspero e saudável para todos os Angolanos”, é destacado na nota.
O departamento de Estado norte-americano diz também incentivar “a paz e a paciência à medida que o processo de contagem/ certificação de votos continua”.
Conforme a mesma fonte, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado pelo Presidente angolano, João Lourenço, venceu as eleições gerais de Angola com 51,07%, seguido da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA) com 44,05% dos votos, divulgou na noite de quinta-feira a Comissão Nacional Eleitoral, quando estavam escrutinadas 97,3% das mesas de voto.
Os resultados provisórios foram divulgados pelo porta-voz da CNE, Lucas Quilundo, numa altura em estavam escrutinadas 97,3% das mesas de voto, pelo que não deverá haver alterações substanciais, adiantou.
A histórica Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), o Partido de Renovação Social e o estreante Partido Humanista de Angola, único liderado por uma mulher (Bela Malaquias), elegem dois deputados cada um e a coligação CASA-CE deixa de ter representação parlamentar, cita a mesma fonte.
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O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, viajou hoje para a Tunísia para participar na oitava Conferência Internacional de Tóquio sobre Desenvolvimento Africano, anunciou a Presidência guineense.
A conferência, segundo escreve Lusa, que se realiza entre hoje e sábado é organizada pelo Governo da Tunísia em conjunto com o Governo do Japão e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), bem como com a União Africana e o Banco Mundial, e vai debater temas como a paz, sociedade e a economia no contexto da recuperação da covid-19 no continente africano, referiu, em comunicado, a agência da ONU para o desenvolvimento.
Durante o encontro, os governos do Japão e da Tunísia, líderes africanos, representantes das organizações internacionais, da sociedade civil e do setor privado vão discutir as “oportunidades e desafios para o desenvolvimento que os países africanos estão a enfrentar”, salienta a nota do PNUD.
A primeira Conferência Internacional de Tóquio sobre Desenvolvimento Africano realizou-se em 1993 e pretende reunir líderes africanos e parceiros internacionais para “impulsionar o desenvolvimento sustentável e centrado nas pessoas em África”.
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O líder da UNITA não reconheceu hoje a vitória do MPLA nas eleições gerais de quarta-feira em Angola e pediu uma comissão internacional para comparar as atas eleitorais na posse do partido com as da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
"Não existe a menor dúvida que o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola] não ganhou as eleições do dia 24", disse o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, em declarações aos jornalistas na base do partido, em Luanda.
"O MPLA não ganhou as eleições, pelo que a UNITA não reconhece os resultados provisórios da CNE", reforçou.
Na sua intervenção, referindo-se a uma "trapalhada da CNE" na contagem dos votos, Adalberto Costa Júnior indicou três círculos onde a UNITA, segundo as contas do partido, teve pelo menos mais três mandatos.
Segundo dados divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), quando estavam escrutinados 97,03% dos votos das eleições realizadas na passada quarta-feira, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) obteve 3.162.801 votos, menos um milhão de boletins escrutinados do que em 2017, quando obteve 4.115.302 votos.
Já a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) registou uma grande subida, elegendo deputados em 17 das 18 províncias e obtendo uma vitória histórica em Luanda, a maior província do país, conseguindo até ao momento 2.727.885 votos, enquanto em 2017 obteve 1.800.860 boletins favoráveis. A Semana com Lusa
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