A Secretária-Geral da Francofonia, Louise Mushikiwabo, se reuniu nesta terça-feira, 25 de agosto, por videoconferência, com o Conselho Permanente da Francofonia (CPF) em sessão extraordinária para examinar a situação na República do Mali após o golpe de força perpetrado em 18 de agosto.
Ao adotar uma resolução de acordo com as disposições do capítulo 5 da Declaração de Bamako, os membros do CPF decidiram pronunciar a suspensão da República do Mali da Francofonia, mantendo as ações de cooperação que beneficiam diretamente as populações civis, bem como aqueles que contribuem para a restauração da democracia.
Representantes dos Estados membros e governos também pediram a libertação do Presidente Keïta e outras personalidades presas desde 18 de agosto, bem como o estabelecimento, o mais rápido possível, de um governo de transição liderado por uma autoridade civil, condição essencial para uma saída credível e duradoura da crise.
A Secretária-Geral disse que deseja reafirmar "o compromisso da Francofonia, em estreita colaboração com os parceiros internacionais, de promover o retorno à ordem constitucional e contribuir efetivamente para a restauração da paz e da estabilidade".
Louise Mushikiwabo expressou sua solidariedade para com a população do Mali, que tem sido confrontada por muitos anos com as consequências das crises institucionais, políticas e de segurança, e insiste que as soluções fornecidas respondem concretamente às legítimas aspirações do povo do Mali.
A Secretária-Geral anunciou também a mobilização nos próximos dias de uma delegação de alto nível para visitar Bamako para avaliar a situação e a sua evolução no terreno.
O CPF também decidiu manter-se atento à situação no Mali, a fim de rever as medidas adotadas com base nos progressos verificados no processo de resolução da crise e na implementação de medidas destinadas a restaurar a ordem constitucional, em particular o estabelecimento de um governo de transição liderado por uma autoridade civil.

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