Donald Trump não estará hoje em Nova Iorque para homenagear as vítimas do 11 de Setembro que morreram quando as duas torres colapsaram há 25 anos. O Presidente estará apenas no Pentágono, na capital do país, onde um dos aviões desviados matou quase 200 pessoas. No agora Groud Zero, monumento de homenagem às vítimas, estarão ex-chefes de Estado e também o autarca de Nova Iorque, Zohran Mamdani, o primeiro mayor muçulmano.
Um quarto de século depois dos ataques terroristas que mataram quase 3.000 pessoas nos Estados Unidos, o Mundo mudou. O colapso das Torres Gémeas mudou não só o panorama urbano e a vida em Nova Iorque, mas levou também a grandes transformações geopolíticas mundiais e solidificou o perigo e o receio de ataques terroristas a nível global.
A presença de Zohran Mamdani, presidente da Câmara de Nova Iorque, na cerimónia de homenagem às vítimas do 11 de Setembro que decorre hoje não é bem vista por todos devido à sua confissão religiosa, ou seja, o facto de ser muçulmano. Correntes de extrema-direita na cidade lançaram mesmo uma petição para que Mamdani não participasse nas cerimónias, com esta iniciativa a receber o apoio do tablóide "New York Post" e do antigo autarca, Rudy Giuliani.
Foi, no entanto, por iniciativa do actual autarca que vários documentos foram divulgados esta semana em que fica provado que os então eleitos, nomeadamente Giuliani, sabia que a qualidade do ar em Nova Iorque logo após os ataques era tóxica. Pelo menos 9.400 pessoas morreram devido às poeiras inspiradas naquele dia.
Donald Trump não estará presente nesta homenagem em Nova Iorque, preferindo estar apenas na cerimónia do Pentágono, em Washington DC, onde um dos aviões desviados matou quase 200 pessoas em 2001.
A cerimónia no actual Groud Zero, onde antes se erguiam as duas torres do World Trade Center, não terá discursos políticos e será às familias das mais de 2.600 vítimas de dizer os seus nomes em voz alta. Neste momento de grande emoção estarão presentes os antigos Presidentes norte-americanos ainda vivos George W. Bush, Joe Biden, Barack Obama e Bill Clinton.
Espera-se que milhares de pessoas saiam às ruas em Nova Iorque para acompanhar esta homenagem. A polícia da cidade e os serviços de inteligência norte-americanos estão em alerta para lutar contra qualquer ameaça terrorista.
Também a Al-Qaeda, que levou a cabo os ataques de 11 de Setembro de 2001, assinalou estes 25 anos, divulgando um vídeo de Osama Bin Laden e do seu filho Hamza, os dois mortos, entretanto, pelos Estados Unidos.
A Semana com RFI

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