segunda-feira, 28 setembro 2026

I Internacional

Espanha avança com "plano de choque" de 309 milhões para enfrentar crise migratória em Ceuta

O Governo espanhol anunciou esta terça-feira aquilo que considera ser "um plano de choque" de 309 milhões de euros destinado a mitigar a crise migratória e humanitária em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África.

 

Este plano visa proporcionar apoio e dinamização à cidade de Ceuta, com a intenção de restaurar a tranquilidade e a normalidade o mais rapidamente possível.

 

Este investimento representa cerca de 16% do produto interno bruto (PIB) anual da cidade e será mobilizado ao longo dos próximos quatro meses, de acordo com as declarações proferidas pelo primeiro vice-presidente do Governo e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, em conferência de imprensa que decorreu em Madrid ciatda pelo Diario de Noticias.

O plano destina 90 milhões de euros ao reforço da segurança em Ceuta, com a alocação de mais recursos humanos e materiais para as forças policiais e armadas. Além disso, 118 milhões de euros serão usados para atender às necessidades extraordinárias de acolhimento e apoio humanitário para os migrantes, que incluem mais de 1.200 menores de idade não acompanhados.

Para suportar os serviços essenciais, como saúde, educação e justiça, o plano também inclui verbas específicas. Outras medidas contemplam 80 milhões de euros direcionados ao apoio a empresas e trabalhadores, abrangendo ajudas diretas e benefícios fiscais, a fim de mitigar os impactos negativos da crise em setores como turismo e comércio local.

Carlos Cuerpo destacou que a atividade económica em Ceuta sofreu quebras significativas, com reduções de 30% a 60% em diversos setores após a entrada ilegal de dezenas de milhares de migrantes nos dias 30 e 31 de julho.

Este plano visa, prossegue a fonte deste jornal, proporcionar apoio e dinamização à cidade de Ceuta, com a intenção de restaurar a tranquilidade e a normalidade o mais rapidamente possível. Dados recentes indicam que mais de 70 mil pessoas entraram ilegalmente na cidade durante os dois dias mencionados, e atualmente permanecem cerca de cinco mil migrantes, incluindo os 1.200 menores já identificados.

Embora a maioria dos migrantes tenha deixado Ceuta voluntariamente nas horas seguintes à sua entrada, a cidade tinha previamente entre 500 e 600 lugares para acolhimento temporário. Desde o início da crise, foram criados mais de 3.600 novos lugares e o Governo espera que esse número chegue a seis mil nas próximas semanas, permitindo o alojamento temporário de todos os que ainda se encontram nas ruas.

De salientar que o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, afirmou esta segunda-feira que a maioria das pessoas que continuam em Ceuta deverá ser devolvida a Marrocos, uma vez que não cumprem os requisitos para solicitar asilo.

 

 

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 3 horas atrás

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jcf
23 dias atrás 20 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 2 horas atrás

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