O exército ucraniano lançou esta noite quase 600 drones contra território russo, tendo atingido com um míssil uma zona industrial na região de Samara, a cerca de 850 quilómetros a sudeste de Moscovo, segundo informaram este sábado as autoridades locais.
"Caros habitantes da região de Samara! O inimigo lançou um ataque com mísseis contra uma zona industrial", escreveu, segundo a CNN Portugal, Viacheslav Fedorischev, governador de Samara, nas redes sociais.
Horas depois, precisou que "o mais importante é que não há mortos. Todos foram evacuados a tempo (...). Duas pessoas tiveram de receber cuidados médicos".
Outros canais independentes publicaram imagens de testemunhas oculares nas quais se vêem instalações a arder num polígono industrial, onde o alvo do ataque teriam sido fábricas militares.
Conforme a mesma fonte, os meios de comunicação ucranianos afirmam que mísseis de cruzeiro "Flamingo" conseguiram atingir as instalações da fábrica estatal "Progress", que constrói os foguetões espaciais da família "Soyuz", onde se declarou um incêndio.
Entretanto, na região de Moscovo, duas pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança de nove anos em estado grave, devido a um ataque com drones, dos quais nove foram abatidos pelas defesas antiaéreas.
Esses dois civis encontravam-se em casa quando o aparelho não tripulado colidiu com o edifício, afirmou Andréi Vorobiov, governador regional, nas suas redes sociais.
Os canais ucranianos afirmam também que foi alvejado um aeródromo militar na região de Nizhni Nóvgorod, que acolhe os caças MiG-31K, os quais transportam os mísseis balísticos hipersónicos Kinzhal.
No total, as baterias antiaéreas russas abateram esta noite 598 drones ucranianos de asa fixa nos céus de 19 regiões e da península ucraniana da Crimeia, que foi anexada.
Segundo as autoridades russas citadas pela CNN, pelo menos 201 civis morreram em julho devido aos ataques ucranianos contra território russo e as regiões ucranianas ocupadas por Moscovo.
Entretanto, o grupo independente russo Conflict Intelligence Team estimou em 634 o número de vítimas civis de ambos os lados em julho, dos quais dois terços seriam cidadãos ucranianos.

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