Subiu para 77 o número de mortos em Ceuta aquando do afluxo massivo no final da semana passada de migrantes ao território do enclave, provenientes de Marrocos. A União Europeia esteve reunida, ao nível dos ministros da administração interna, nesta terça-feira para analisar o caso. O tom foi menos crítico da parte de alguns parceiros europeus à gestão espanhola do dossier.
A própria Dinamarca que tinha adoptado um tom bastante crítico em relação a Espanha acabou por se congratular com o regresso de grande parte dos migrantes rumo a Marrocos.
Já a Finlândia, muito preocupada com a tensão na sua fronteira com a Rússia, insistiu em que a imigração irregular era uma questão de segurança nacional.
Porém o Comissário das migrações Magnus Brunner estimou, mesmo, que o ocorrido em Ceuta demonstra que a União Europeia soube proteger as suas fronteiras.
Por ora parece-me que definitivamente a Europa passou neste teste, as pessoas não conseguiram chegar ao Espaço Schengen, a segurança na fronteira foi resolvida rapidamente. O fundamental agora é que a União Europeia aja de forma unida e que se retirem as conclusões devidas destes acontecimentos.
Segundo as autoridades espanholas 70 000 migrantes de um total de 72 000 que tinham entrado em Ceuta já voltaram para Marrocos.
A Semana com RFI

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