Guiné-Bissau: Governo alega não ter medo de sanções da CEDEAO

A conferência apela para a libertação imediata de todos os detidos políticos para que possam participar no processo político do país.

Ao invés de 12 meses proposto pelos militares que tomaram o poder na Guiné-Bissau no dia 26 de novembro passado, a conferência quer um período de transição mais curto. Fala-se numa transição de não mais que seis meses.

Os líderes da CEDEAO propõem a criação de um Governo inclusivo para realizar reformas constitucionais, legais e políticas, bem como organizar eleições credíveis, transparentes e inclusivas.

Os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO mandataram ainda a força militar da organização estacionada na Guiné-Bissau a dar protecção a todos os dirigentes políticos e instituições nacionais do país.

 
Serão despachadas para Bissau nos próximos dias duas missões da CEDEAO. Uma política, liderada pelo presidente da comissão da organização, o gambiano Alei Touray, e outra composta pelos chefes militares dos países da CEDEAO.

 

As duas missões vêm à Bissau transmitir as recomendações da conferência de líderes da CEDEAO e deixar claro que quem obstaculizar estas medidas será sancionado de forma directa.

O primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, já disse que as actuais autoridades no poder em Bissau não têm intenções de dificultar o cumprimento das orientações da CEDEAO, mas também deixou claro que ninguém tem medo das sanções, que a Guiné-Bissau é um Estado soberano e membro fundador da CEDEAO.

 

A Semaan com RFI